quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Teste para aids por fluido oral será ofertado pelo SUS

Um novo teste rápido de aids realizado por fluido oral estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de março de 2014. O resultado sai em até 30 minutos. A portaria que normatiza a medida foi publicada nesta quarta-feira (18) pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O novo diagnóstico será ofertado para a população em todas as campanhas do Fique Sabendo, nos serviços do SUS que atendem as populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública, a partir do segundo semestre do próximo ano. Testes com essa metodologia, que possuírem registro na Anvisa, também poderão ser vendidos em farmácias da rede privada.

Inicialmente, o teste com fluido oral será utilizado por 40 ONG parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, que atuam em 21 estados e no Distrito Federal. Terão prioridade ao novo método, durante esta fase inicial - prevista para iniciar em março do próximo ano - as populações prioritárias que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV (homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua).
“Em um segundo momento, o diagnóstico estará disponível para todas as pessoas que quiserem realizá-lo, inclusive como autoexame. A sua grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial”, explica o ministro da Saúde Alexandre Padilha.  
Na apresentação disponível nas farmácias, os testes terão uma bula explicativa com informações detalhada do passo a passo para a sua realização; orientação para procurar serviço de saúde, se der positivo; e o número de telefone disponível para responder dúvidas. “As pessoas que, eventualmente, não se sintam à vontade para ir a um centro de saúde ou num laboratório, poderão fazer o teste com privacidade, em sua própria casa, no horário e da forma que quiserem”, ressaltou o ministro.
O kit para a realização do teste está sendo produzido pelo laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz e contém uma haste coletora descartável (swab) - de uso único - para obtenção de fluido oral; um frasco com solução, no qual é colocada a haste coletora após a obtenção da amostra; um frasco com o tampão de corrida de reação; um suporte plástico de teste, em que é ocorrerá a reação e a revelação do resultado.
Como pré-requisto para fazer o diagnóstico oral, é necessário que, nos 30 minutos antes, a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fume ou inale qualquer substância, escove os dentes e use antisséptico bucal. Também se deve retirar o batom e evitar realizar atividade oral que deixe resíduo. O fluido do teste oral é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos. Quando surge uma linha vermelha, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas vermelhas, indica que naquela amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste é positivo.
MANUAL - A portaria também aprova o novo Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças. O documento complementa os procedimentos para a realização de testes de HIV no país.  “A portaria atualiza a forma técnica de diagnóstico do HIV para  adequarmos aos avanços alcançados nesse campo nos últimos anos. O objetivo é tornar mais fácil a sua interpretação pelos profissionais de saúde”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Segundo o secretário, a principal meta é possibilitar a ampliação da testagem e do acesso mais rápido e eficiente a todos que buscam o diagnóstico. “Isso permitirá aos profissionais e serviços, escolhas adequadas à sua realidade local, de modo a viabilizar o acesso de todos os indivíduos que desejam conhecer seu estado sorológico”, observa Jarbas Barbosa.  
Outra novidade do Manual é a possibilidade de confirmação do diagnóstico rápido de HIV, com um segundo teste, também rápido, que permite a redução do tempo de entrega do resultado ao paciente. Atualmente, a confirmação do diagnóstico de HIV é feita por meio de testes Elisa e Western Blot.
“Anteriormente, quando a pessoa realizava o exame em laboratório, e o Elisa dava positivo, era feito um teste complementar do tipo Western Blot. Com o avanço tecnológico, esse exame ficou ultrapassado. Por essa razão, na nova portaria - quando o teste inicial feito no laboratório der positivo - o teste complementar recomendado a partir de agora é o teste molecular”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita.

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
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sábado, 14 de dezembro de 2013

SUS terá medicamento para transplantados produzido no país

O imunossupressor Tacrolimo é indicado para evitar rejeição a transplantes de rim e fígado. O Laboratório Libbs inicia construção de fábrica de medicamentos biológicos, estratégicos para o SUS
O Brasil contará com medicamento utilizado por pacientes transplantados de rim e fígado produzido integralmente com tecnologia nacional. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quinta-feira (11), em Embu das Artes (SP), da cerimônia de entrega do primeiro lote do imunossupressor Tacrolimo, usado para evitar a rejeição a órgãos e garantir o sucesso do transplante. No mesmo evento, o ministro também participou de atividade que marca o início das obras de nova fábrica do laboratório Libbs, destinada à produção de medicamentos biológicos.
O medicamento Tacrolimo é fabricado pela Libbs Farmacêutica. Em 2009, a empresa firmou parceria para o desenvolvimento produtivo com o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia para o laboratório Farmanguinhos/Fiocruz. O instituto acompanhou todo o processo de produção do medicamento para internalizar as técnicas e o conhecimento tecnológico da empresa privada.
A previsão é que em 2015 o Farmanguinhos passe a produzir o medicamento, o que vai diminuir o custo na aquisição do Tacrolimo. Desde 2009, a compra do produto passou a ser feita de forma centralizada pelo Ministério da Saúde, o que gerou a economia de R$ 75 milhões. “Produzir um medicamento 100% nacional é um salto de extrema importância para a indústria brasileira, com impacto na geração de mercado para todo o Brasil, além de garantir segurança aos pacientes atendidos pelo SUS”, afirmou Padilha, durante a solenidade.
O ministro explicou que a qualidade dos medicamentos é um fator decisivo na vida do paciente transplantado porque garante o funcionamento do órgão, sem problemas de rejeição. Ele lembrou que o Brasil está entre os países que mais realizam transplantes do mundo. “Nenhum país fez mais de 24 mil transplantes gratuitos pelo SUS, como o Brasil fez”, afirmou Padilha.
O domínio de todas as atividades de produção resulta em produtos de qualidade a preços competitivos, garantindo o abastecimento dos serviços públicos de saúde com redução da dependência internacional”, ressaltou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Carlos Gadelha. Em 2013, foram adquiridas 53.547.100 e 2.965.050 cápsulas do tacrolimo 1mg e 5mg, respectivamente.
BIOLÓGICOS– A nova fábrica da Libbs Farmacêutica, no complexo industrial do município,  será uma das primeiras plantas industriais brasileiras para a produção de medicamentos biológicos, considerados estratégicos pelo SUS. “A construção da planta reflete o compromisso do governo federal com a pesquisa, a inovação e geração de renda para o país”, afirmou Gadelha. A Libbs retomou os investimentos da empresa em seu Parque Farmoquímico depois que foram firmadas PDPs com o Ministério da Saúde e laboratórios públicos.
A parceria estabelece que o Ministério da Saúde compre, exclusivamente, medicamentos produzidos pela empresa, pelo período de cinco anos, para atender à demanda do SUS. Em contrapartida, os laboratórios privados transferem as tecnologias aos públicos, que dominando a cadeia de produção, podem desenvolver genéricos a preços mais competitivos. O laboratório Libbs está envolvido em sete parcerias.
A fábrica de biotecnologia terá capacidade inicial de produção de 150 kg de medicamentos ao ano. Quando estiver em pleno funcionamento, a produção será ampliada para 400kg. No local, serão produzidos, em parceria com os laboratórios públicos Butantan e Bahiafarma, seis medicamentos biológicos.
O primeiro medicamento fruto dessas parcerias - o oncológico Rituximabe – deverá estar pronto para distribuição no SUS no primeiro semestre de 2016. Os investimentos da empresa farmacêutica em biotecnologia estão estimados em R$ 560 milhões, provenientes do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da própria empresa.
O medicamento biológico é feito a partir de material vivo e manufaturado em processos que envolvem medicina personalizada e biologia molecular.  Representam 5% do total da oferta pública de medicamentos e consomem 43% dos gastos do governo federal com medicamentos (aproximadamente R$ 4 bilhões/ano).
Por Fabiane Schmidt, da Agência Saúde/MS

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Padilha, Etienne (OPAS) e Roberto Ojeda, Ministro da Saúde Pública de Cuba visitam USB em Pernambuco


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da diretora da Organização Pan-Americana de Saúde(Opas), Carissa Etienne, e do ministro de Saúde Pública de Cuba, Roberto Ojeda, visitaram nesta segunda-feira (11) uma unidade de saúde beneficiada com profissional do Programa Mais Médicos no município de Jaboatão dos Guararapes (PE). A Unidade Básica de Saúde da Família Dois Carneiros Baixo I recebeu um dos 13 médicos cubanos que começam a trabalhar no município esta semana pelo programa. As autoridades acompanharam as atividades desenvolvidas pelo médico Nivaldo Rios Serrano junto aos pacientes na unidade. O intuito foi ver de perto o andamento do Mais Médicos, considerado pela Opas uma importante iniciativa para solucionar a falta de profissionais de saúde no país e alcançar a cobertura universal.
“Este é um posto novo, construído com recursos do Ministério da Saúde. Tinha dentista, enfermeiro, agente comunitário de saúde, mas não tinha equipe completa de médicos. Passa agora a ter equipe completa com médicos do Programa Mais Médicos”, disse o ministro Padilha. “Até março de 2014, vamos trazer pelo menos 700 médicos para Pernambuco, e terá um impacto muito importante na saúde do estado. Com o programa, vamos garantir que todo  município do semi-árido pernambucano tenha pelo menos um médico. A presença desse médico em unidades que já foram reformadas pelo ministério dará maior atendimento à população e vai ajudar que outras questões de infraestrutura sejam resolvidas”, declarou Padilha.
A escassez de recursos humanos em Saúde é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema mundial. O tema está sendo debatido entre mais de 30 países esta semana em Recife (PE) no III Forum Global de Recursos Humanos. O evento – que foi aberto neste domingo (10) com a presença dos ministros Padilha e Ojeda e da diretora da Opas, além de outras autoridades internacionais – debate soluções para ampliar o número de profissionais de saúde para alcançar a cobertura universal.
A Opas e o Ministério da Saúde de Cuba são parceiros do governo brasileiro no Programa Mais Médicos. Por meio de um termo firmado entre a organização e o Ministério da Saúde brasileiro, em 21 de agosto, o Brasil está trazendo ao país profissionais cubanos para as vagas que não foram preenchidas por brasileiros e estrangeiros de outras nacionalidades na seleção individual.
O estado de Pernambuco conta com 249 médicos do programa, sendo 53 brasileiros e 196 médicos estrangeiros, em 83 municípios. Atualmente, em todo o país, 3.664 profissionais participam do programa, sendo 819 brasileiros e 2.845 estrangeiros. Esses médicos estão atendendo a população de 1.098 municípios e 19 distritos indígenas, a maioria deles no Norte e Nordeste do país. Com a chegada até 14 de novembro de mais 3 mil médicos cubanos, o programa fechará 2013 com mais de 6.600 profissionais.
Infraestrutura – O Ministério da Saúde já investiu em Pernambuco R$ 117,4 milhões para obras em 824 unidades de saúde e R$ 5 milhões para compra de equipamentos para 166 unidades. Também foram aplicados R$ 24 milhões para construção de 15 UPAs e R$ 101,3 milhões para reforma e construção de 40 hospitais.
Em todo o país, o Governo Federal está investindo, até 2014, R$ 15 bilhões na expansão e na melhoria da rede pública de saúde de todo o Brasil. Deste montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 16 mil unidades básicas. Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação desses estabelecimentos e saúde, além de R$ 2 bilhões para 14 hospitais universitários
O programa – Lançado em 8 de julho pelo Governo Federal, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país.
Os profissionais do programa recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de instalação pagos pelo Ministério da Saúde. Os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos selecionados. Como definido desde o lançamento, os brasileiros têm prioridade no preenchimento dos postos apontados e as vagas remanescentes são oferecidas aos estrangeiros.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cubanos do Programa Mais Médicos são recepcionados em Petrolina


Na última sexta-feira (01), o secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Saúde de Petrolina (SMS), Tiago Sobreira, foi a Recife para receber e acompanhar os seis médicos intercambistas cubanos - do Programa Mais Médicos para o Brasil- a Petrolina que irão atuar em quatro unidades de saúde da zona rural do município.
 

Os profissionais foram recepcionados no aeroporto pela secretária de Saúde de Petrolina, Lucia Giesta, pela equipe da SMS, pelo tutor da UNIVASF Aristóteles Cardona e por um grupo de estudantes. Nesta acolhida calorosa, cartazes, faixas, flores sinalizavam o carinho com os profissionais que vêm compor a equipe da SMS e cuidar da população na Atenção Básica.


O estudante de Medicina, Felipe Augusto, acredita que profissionais médicos de outros países farão diferença na Atenção Básica dos municípios brasileiros. “A gente veio receber os médicos, pois entendemos que o Brasil e o povo precisam de mais atenção à saúde e, com certeza, estes profissionais vão fazer diferença na nossa região”, declarou Felipe complementando que atitudes racistas e de xenofobia não caracterizam a necessidade do povo.
 


 
“Em nome do prefeito de Petrolina e de toda a equipe da SMS desejo boas vindas aos médicos que passarão a compor nossa equipe de cuidados na Atenção Básica, desta forma ampliaremos mais ainda nossa cobertura de Saúde da Família. Petrolina ‘abraçou’ o programa, pois nosso intuito é expandir o acesso dos usuários aos serviços, e é muito bom contar com novos profissionais com mais de 10 anos de experiência em Residência de Saúde da Família”, afirmou a secretária de Saúde de Petrolina, Lucia Giesta. 
 
Nesta segunda-feira (04) a programação continua com visitas às unidades de saúde, e na terça-feira (05) será realizada uma reunião para apresentação da rede de Saúde do município, às 9h, no auditório da SMS.  
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

OS MÉDICOS CUBANOS EM GUARAPARI: UMA VISÃO HUMANISTA


Ontem fui no acolhimento dos médicos cubanos que estão em fazendo o curso de capacitação em Guarapari.

Vários pontos observei e eles vão frontalmente contra as alegações das entidades médicas do Brasil.

Munidos de documentos, os médicos cubanos abriram suas contas no Banco do Brasil para recebimento de seus trabalhos, eliminando a acusação de trabalho escravo.





Todos os médicos trabalham e continuam com vínculo empregatício nas províncias cubanas de onde se deslocaram para o trabalho humanitário no Brasil.

A grande maioria já tem experiência em ajuda humanitária na América Latina, África e Europa.

A grande diferença entre os médicos cubanos está no modo como é feita a formação e especialização.

Todos os médicos são generalistas (clínica médica ou atenção em saúde básica) e trabalham nessas áreas nas províncias. Quase todos tem uma ou duas especializações (aqui chamadas de residência médica). Conversei com geneticista, oncologista, otorrinolaringologista, cardiologistas, médicos de diagnósticos por imagem, cirurgiões gerais, cirurgiões das mais diversas especialidades, alergistas, fisiatras, gastroenterologistas, nutrólogos, oftalmologistas, resumindo, todas as especialidades existentes no mundo inteiro.

Eles Cuba, eles trabalham como generalistas, vendo o paciente como um todo e também em suas especializações. Todos recebem como generalistas, não pela especialização. Então ocorre que a prevenção vem primeiro, os diagnósticos são iniciais evitando doenças posteriores. 

Isso é o que gera a pirraça dos médicos brasileiros que estão agindo como crianças das quais tiraram seus brinquedinhos preferidos, que no caso é a atenção em saúde básica da população brasileira.

Outra, dizer que Cuba cerceia liberdades na internet como quis mostrar a blogueira que não tem a menor credibilidade em Cuba e sai pelo mundo denunciando a falta de liberdade é uma mentira deslavada. Todos os médicos com os quais conversei tem facebook, twitter e fazem parte de outras redes sociais.

Todos estavam com seus celulares e muitos já adquiriram o chip com o DDD daqui. 

O que os médicos brasileiros entendem como corporativismo, os cubanos entendem como uma missão humanitária.

O coordenador da missão dos médicos cubanos no Brasil o Dr. Joel Antigua, já trabalhou no Brasil no governo de FHC, do partido que está apoiando a birra por conta da reserva de mercado, da máfia dos laboratórios com os médicos brasileiros. Quer dizer, quando vinham cubanos para atender apenas onde lhes interessavam e lhes rendiam ganho eleitoral, podia, agora, quando o Brasil resolve acabar com o problema da saúde básica e do déficit de médicos, isso é ditadura petista. Realmente são muito incoerentes os tucanos e a oposição em geral.

O Dr. Joel Antigua tem vasta experiência de ajuda humanitária na América Latina e África; O Dr. Arnai Albrisa na América Latina e outros na Europa, é muito diversificada a missão humanitária desses médicos.

Com todos que conversei, eles não tem pretensão de concorrer com os médicos brasileiros como as entidades médicas querem fazer crer, mas, apenas levar o direito básico de saúde à população excluída desse serviço.

Muitos deles são casados, com filhos. E o mais interessante: a maioria dos médicos são mulheres, elas correspondem a 60% da missão.

Todos prezam pela igualdade de direitos de gênero e a maior prova disso é a quantidade de mulheres muito superior a de homens.

A maior diferença entre os médicos brasileiros e cubanos é o ideal socialista presente nos nossos irmãos caribenhos, a solidariedade e principalmente o amor à humanidade.

Ontem jantei com os médicos Dra. Tatiana Navarrete e Dr. Arnai Albrisa. São antes de médicos, excelentes amigos. Tenho travado amizade com os cubanos, que sem essa oportunidade do Mais Médicos seria impossível. Uma coisa é visitar Cuba como turista socialista, outra bem diferente é a gente sentar e conversar sobre o dia-a-dia deles e o nosso.

Além de levar a atenção em saúde básica para os excluídos, o intercâmbio cultural é enriquecedor.

O Brasil só tem a ganhar com esses médicos humanistas cubanos. Os grandes perdedores desse intercâmbio cultural e profissional, são os médicos brasileiros que com sua arrogância corporativista e sua xenofobia contra os cubanos, deixam de trocar informações imprescindíveis até para suas especialidades.

Mandei a todos um abraço e as boas-vindas de todos os brasileiros comuns como eu.


XENOFOBIA É CRIME! DENUNCIE! DISQUE 100

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

MENSAGEM DA DRA. BARBARA LEON SÁNCHEZ AOS BRASILEIROS

Dra. Barbara Leon Sánchez e Dr. Arnai Albrisa comigo no aeroporto.


















Tenho ido todos os dias em que chegam médicos cubanos ao Espírito Santo, recepcioná-los no aeroporto com companheiros e o povo capixaba, que está apoiando totalmente a iniciativa do Governo Brasileiro, através do Ministério da Saúde o Programa Mais Médicos para o Brasil.

Nesse contato com outras pessoas que não são militantes como eu, todas dizem que o Brasil precisava de um ato de coragem desse para que todos tenham acesso à saúde.

Hoje, conheci mais sete médicos cubanos e conversei por algum tempo com algum deles.

Todos com quem conversei, tem experiência vasta em países da África, America Latina e outros continentes. São muitos anos de experiência e como verifiquei in loco, não se trata de aventureiros como quer fazer crer os Médicos Brasileiros, interessados mesmo em reserva de mercado e com um corporativismo de fazer inveja aos magistrados.

Os médicos são muito bem preparados e tem uma vontade imensa de cuidar com carinho da população brasileira.

A Dra. Barbara Leon Sánchez, deixou uma mensagem ao povo brasileiro que agora transcrevo:

Esperamos ajudar o povo brasileiro. 
Nós temos um objetivo comum que é dar melhores condições de saúde ao povo brasileiro junto com profissionais brasileiros e de outros países.

Nós sabemos que o povo brasileiro recebe os cubanos de braços abertos.

Cubanos e brasileiros tem mais semelhanças que diferenças. Nós somos irmãos!

Eu quero dizer ao povo brasileiro que nossas famílias ficaram felizes e tranquilas porque sabem que o povo brasileiro defende os médicos cubanos e que que compartilhar com eles.

Nós estamos muito satisfeitos e agradecidos por tomar parte desse projeto para melhorar a saúde do Brasil.

Obrigada!


NÓS É QUE AGRADECEMOS AOS MÉDICOS CUBANOS, tão desprendidos e realmente com vontade de cuidar da saúde do nosso povo.

Quando um médico agride ou coloca em cheque o profissionalismo dos médicos cubanos, ofende não só a eles, mas, todas a população brasileira que apoia totalmente o programa #maismédicos



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Em protesto xinfrin, presidente do CRM renuncia 1 dia antes de terminar o mandato para não registrar médicos estrangeiros!

NÃO ESQUEÇAM ESSA CARA, PRESIDENTE CRM MINEIRO QUE NÃO DEIXOU A POPULAÇÃO MINEIRA TER ACESSO AO PROGRAMA MAIS MÉDICOS
Mais um médico babaca, presidente do CRM mineiro, João Batista Soares renuncia apenas a um dia de acabar seu mandato. Grande palhaço, protestinho xinfirin esse hein... queria ver se fosse no primeiro dia da posse, aí sim, o protesto teria algum objetivo. Quer dizer, isso não é protesto, é obstrução da justiça e esse imbecil deveria ser responsabilizado pelo não cumprimento do registro dos diplomas dos médicos estrangeiros!!!! 
O presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), João Batista Soares, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (30). A renúncia é um protesto contra a decisão da Justiça Federal que obriga a entidade emitir registro a profissionais formados no exterior que atuam, no estado, pelo Programa Mais Médicos. Soares, junto a parte da diretoria, deixa o cargo um dia antes do fim do término do mandato.
Na última sexta-feira (27), a Justiça Federal determinou que o conselho fizesse a emissão imediata de todos os registros provisórios dos profissionais inscritos que já haviam apresentado a documentação exigida pelo governo federal e que estivessem além do prazo de 15 dias de espera. A decisão estabelece multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento.

Farmácias, aumentai os estoques de Rivotril!!! Reaças piram com chegada de mais 2 mil médicos cubanos



Farmácias, aumentai os estoques de Rivotril! Os reaças piram com a chegada de mais 2 mil cubanos para a segunda etapa dos Mais Médicos!

Brasília – De hoje (30) até o final desta semana chegam ao Brasil mais 2 mil médicos cubanos para a segunda etapa do Programa Mais Médicos. Hoje, os primeiros 135 profissionais de Cuba desembarcam em Vitória. Na próxima segunda-feira (7), os 2 mil cubanos iniciam o módulo de avaliação que tem duração de três semanas com aulas sobre língua portuguesa e o sistema brasileiro de saúde pública. As informações são do Ministério da Saúde.
Além dos 2 mil cubanos, os 149 médicos com diploma do exterior que foram selecionados para a segunda fase do Mais Médicos iniciam o módulo de avaliação no dia 7. As aulas ocorrerão no Distrito Federal, em Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte.
Na primeira fase do Programa Mais Médicos, 400 profissionais cubanos chegaram ao Brasil e passaram por curso de formação e avaliação. A previsão do Ministério da Saúde é trazer ao país, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos. Esses profissionais vêm ao Brasil por meio de um acordo intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Assim como os médicos com diploma do exterior que se inscreveram individualmente, os cubanos que vêm pelo acordo com a Opas não precisam passar pelo Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior) e, por isso, terão registro provisório por três anos para atuar na atenção básica e com validade restrita ao local para onde forem designados.
Edição: Talita Cavalcante
Por: Miguel do Rosário


Por Yara Aquino, repórter da Agência Brasil


terça-feira, 24 de setembro de 2013

A socióloga estadunidense Julie Feinsilver diz que tratamento que os profissionais brasieleiros deram aos cubanos foi desumano


"O tratamento que os profissionais brasileiros deram aos médicos cubanos foi antiprofissional e desumano." Julie Feinsilver






Estudiosa da diplomacia médica cubana, a socióloga estadunidense Julie Feinsilver, formada pela Universidade de Yale, é uma exceção em seu país. Admiradora da medicina praticada no país governado pelos irmãos Raúl e Fidel Castro, ela lançou em 1993 o livro "Healing the Masses" ("curando as massas", em tradução livre), no qual abordava o modelo implantado na ilha.

"Acho condenável os médicos brasileiros assediarem os cubanos, que foram para o seu país ajudar os mais pobres entre os pobres", disse Feinsilver em entrevista, por e-mail, ao 
UOL. "Houve protestos por parte de algumas sociedades médicas por causa de um medo infundado: a concorrência." Hoje, tanto o livro como artigos da socióloga se transformaram em referências para quem quer se aprofundar em medicina cubana. Feinsilver, que vive em Washington, já contou em entrevistas que teria sido vigiada pela CIA e FBI, com direito a telefone grampeado.
UOL - No Brasil, o salário de um médico cubano que participa do programa Mais Médicos será de R$ 10.000, ou cerca de US$ 4.000. No entanto, 85% desse valor vai para o governo cubano. Cuba sempre faz esse tipo de acordo?

Julie Feinsilver - Sim, o governo oferece educação gratuita e muito mais para os médicos, e atua como um headhunter encontrando os postos de trabalho e gerenciando a contratação. Em um país capitalista, os profissionais pagariam impostos por todos os serviços e necessidades sociais básicas fornecidas, além de uma taxa para o headhunter. Não é razoável que o governo cubano negocie um acordo que seja bom para ele e para os médicos?

Em relação à porcentagem real de dinheiro no contrato com os médicos cubanos, não sei se 85% é a parte do governo. Falo baseada no caso típico em que o governo recebe a parte do leão. Um amigo me informou que o Brasil tem uma lei de transparência que torna pública a informação dos salários (Lei Complementar 131, também conhecida como Lei da Transparência, sancionada em 2009 e que obriga a União, os Estados e municípios com menos de 50 mil habitantes a divulgarem seus gastos na web), o que eu acho uma excelente ideia. Infelizmente, isso não é comum na maioria dos lugares e, em alguns casos, pela própria lei, essa informação fica "escondida", ou seja, não é fácil de ser encontrada.

UOL - Sabe qual é o salário médio que os médicos recebem em Cuba e em outros países?

Feinsilver - Não há uma média. Salários dependem do acordo feito entre governo e o país interessado. No entanto, os salários em Cuba são muito baixos porque toda a educação e cuidados de saúde são gratuitos e o restante é altamente subsidiado. Isso não quer dizer que tudo seja maravilhoso em Cuba. Não é, mas os custos beiram o insignificante para necessidades muito básicas. Você não pode comparar preços, salários e custos em Cuba aos de qualquer outro lugar. Toda economia de lá é diferente da dos países capitalistas.
  • Divulgação
    "Healing the Masses", livro no qual a socióloga explica o modelo de medicina cubano; a obra é inédita no Brasil
UOL - Como o governo cubano repassa o dinheiro para os médicos? É possível monitorar se eles estão repassando os valores corretamente?

Feinsilver - Seus salários são pagos para suas famílias em Cuba com bônus por estarem no exterior, e o adicional é pago a eles no país onde estão, mas eu tenho sérias dúvidas de que isso possa ser monitorado. O governo brasileiro ou empresas brasileiras permitem que estranhos monitorem como pagam seu próprio pessoal? Eu duvido. Então, por que esperar que os cubanos façam isso?
UOL - Aqui no Brasil, os médicos cubanos vão trabalhar nas regiões mais pobres e remotas, onde os profissionais brasileiros não querem ir por falta de estrutura no local. Essa diferença foi vista no Brasil, por opositores ao programa federal Mais Médicos, como uma forma de exploração de médicos cubanos. Você concorda com essa afirmação?

Feinsilver – Não. Cubanos têm uma ideologia muito diferente da dos brasileiros. Eles se voluntariam para ir a áreas remotas e carentes em outros países e consideram um dever servir no exterior e ajudar os necessitados. Ganham muito mais dinheiro e obtêm vantagens fazendo isso, apesar de parecer um ganho muito baixo para os brasileiros. Claro que também estão altamente motivados pelo dinheiro extra e benefícios que receberão prestando serviço internacional.

Queria salientar que sua formação ideológica, desde a infância, é muito diferente da de pessoas de países capitalistas. No entanto, isso não significa que eles não estão interessados em ganhar muito mais dinheiro, principalmente porque nas recentes reformas econômicas (os cubanos gostam de chamar de "atualização de sua economia"), os médicos ficaram em desvantagem se comparados às pessoas que trabalham no turismo, área na qual gorjetas e ganhos em moedas fortes são comuns.

Missões no exterior ajudam a nivelar as condições de igualdade para eles, mas com grande sacrifício pessoal, pois deixam o seu país e os seus entes queridos para viver em condições ainda mais modestas e, por vezes, muito pior em outros países onde servem os pobres. Motivação ideológica dos médicos (saúde é um direito humano básico para todos) fornece uma justificativa importante para esse sacrifício, assim como o dinheiro que ganham.
  • Divulgação
    "Cubanos têm uma ideologia muito diferente da dos brasileiros", diz a socióloga
UOL - As principais entidades médicas brasileiras são contra a vinda de médicos estrangeiros, especialmente os cubanos, por serem a maioria, pois não vão fazer a mesma avaliação exigida aos que estudam fora para exercer a medicina no Brasil. Concorda com esse argumento?

Feinsilver – Não, médicos cubanos vão trabalhar em áreas carentes, onde a população tem necessidades básicas de saúde e pode ser mais do que adequadamente tratada por eles. A formação e o treinamento dos cubanos são diferentes das dos brasileiros (e de profissionais de outros países) porque junto com a medicina curativa, estudam e enfatizam a atenção primária, a prevenção de doenças e epidemias e a promoção da saúde. Eles avaliam o paciente como um ser vivo bio-psico-social e trabalham em um ambiente específico que também deve ser avaliado para melhorar a saúde da população.

UOL - Médicos cubanos foram perseguidos em outros países?

Feinsilver – Não! Eu acho condenável os médicos brasileiros assediarem os cubanos, que foram para o seu país ajudar os mais pobres entre os pobres. Eles [brasileiros] podem protestar para o seu governo, mas o tratamento que deram aos médicos cubanos foi antiprofissional e desumano. Houve protestos por parte de algumas sociedades médicas por causa de um medo infundado: a concorrência. Porém, os médicos locais se recusam a trabalhar onde os cubanos estão dispostos a ir: as áreas remotas e os bairros pobres.

UOL – O que motivou a senhora a estudar a medicina cubana?

Feinsilver – Vi as desigualdades dentro e entre os países enquanto pegava carona ao redor da América do Sul e Europa, muitos anos atrás. Isso me levou a estudar o que, na época, era um experimento social fascinante. E a saúde universal grátis era uma parte importante dessa experiência. O fato de um país pobre e em desenvolvimento decidir ajudar outros países prestando serviços de saúde gratuitos aos pacientes foi muito impressionante e esse é o tipo de ajuda externa que muitas nações mais desenvolvidas poderiam proporcionar.
UOL - O que atrai sua atenção na medicina cubana?
Feinsilver - A vontade e a capacidade de compartilhar seus conhecimentos e habilidades, da atenção primária à evolução do desenvolvimento da biotecnologia (devacinas e tratamentos) e transplantes de órgãos sofisticados, entre outros, a populações carentes de outros países. Além de fornecer gratuitamente educação médica para dezenas de milhares de estudantes pobres do mundo em desenvolvimento desde 1961, apesar de ter perdido metade de seus próprios médicos à emigração logo após a revolução (1959).

UOL - Como foi sua experiência como consultora na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)? (A socióloga morou um período no Brasil em 1996.)

Feinsilver – Foi maravilhosa, porém, eu só fiz uma breve consultoria, muitos anos atrás. Os executivos e cientistas que conheci eram altamente qualificados, muito bem educados, trabalhadores, pessoas dedicadas, além de serem interessantes e agradáveis para se trabalhar em grupo. Eu ficaria feliz em fazer outra consultoria se surgisse uma oportunidade.

UOL – Lembra-se do que viu aqui e de como era a saúde quando nos visitou?

Feinsilver - Lembro-me muito do Brasil, pois quando fui consultora da Fiocruz não foi a única vez que eu estive aí. Na verdade, eu peguei carona por todo o país, inclusive para Manaus, muitos anos antes e até assisti a algumas conferências. Também já passei férias aí.

No que diz respeito à saúde, lembro-me de muitas áreas com necessidades de melhoria  e de médicos de classe mundial no Rio de Janeiro e em São Paulo. Eu não posso falar sobre todas as cidades, mas tenho certeza de que muitas tenham igualmente bons médicos... se você puder pagar por eles.

Fonte: Portal Notícias Uol

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

CRM TOMA MAIS UMA: O DA VEZ AGORA É DO RS!!! ESTÃO PERDENDO TODAS!!!


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou mais um pedido de liminar feito pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) para não realizar o registro provisório dos profissionais estrangeiros cadastrados no Programa Mais 
Médicos. A decisão é de terça-feira (10), mas só foi divulgada nesta quinta (12). 
Após ter o pedido negado pela Justiça Federal de Porto Alegre no final de agosto, a entidade de classe recorreu ao TRF4 com uma ação civil pública contra a atuação dos médicos inscritos no programa instituído pelo governo federal sem o diploma revalidado e sem proficiência em Língua Portuguesa.
O Cremers alegou que o descumprimento dessas condições coloca em risco a saúde da população. Para a entidade, o atendimento médico envolve uma compreensão adequada e suficiente por parte do médico sobre os sintomas que os pacientes ou familiares descrevem, sob pena de um diagnóstico equivocado.
O desembargador federal Luís Alberto d´Azevedo Aurvalle, relator do caso no tribunal, entendeu que o programa não viola qualquer dispositivo legal.
“Entendo ser de maior gravidade o perigo inverso, visto que mais nocivo ao interesse público vem a ser a falta de assistência médica da população do que a assistência prestada por médicos estrangeiros intercambistas”, afirmou o desembargador.
Ainda de acordo com a decisão, a União afastou a necessidade da revalidação do diploma de quem estudou em faculdade de medicina estrangeira apenas para a situação específica da atuação no âmbito do Programa Mais Médicos. O magistrado também citou uma decisão no mesmo sentido proferida pelo Supremo em ação impetrada pela Associação Médica Brasileira contra o mesmo programa do governo federal.
NOTA DA BLOGUEIRA:
Só as entidades médicas não entenderam o que significa a vinda desses médicos estrangeiros para a população excluída de seus direitos mais básicos.
Não sei do que são feitos esses médicos, são frios, alheios à falta de assistência dessas pessoas. 
Será que além da ganância desmedida, eles tem algum transtorno que justifique tamanha insensibilidade em relação situação desumana a que eles querem submeter seres mais humanos que eles.
Esses médicos, como todos estão carecas de saber, recebem em seus consultórios particulares os representantes de grandes laboratórios, receitam determinados remédios que não estão na lista do SUS, mas, que tem seus similares ou genéricos nas farmácias populares ou nas farmácias credenciadas ao Aqui tem Farmácia Popular, somente para receber as benesses dessa outra corporação que não é a deles, mas, é a máfia dos laboratórios.
A máfia dos laboratórios patrocinam os eventos de outra máfia, a de entidades médicas e também dos mafiosos de jaleco que vão para os congressos internacionais patrocinados gentilmente pela primeira máfia citada.
De quantas máfias é feita a medicina no Brasil. O médico brasileiro com CRM legalizadinho, que só trabalha no SUS é considerado um médico de segunda classe, que não tem gabarito para ter seus bem montados consultórios, clínicas e planos de saúde.
Não vejo os médicos gritarem contra por exemplo a cooperativa médica UNIMED sobre os salários milionários da Diretoria, nem dos cursos e seminários por ela ministrados, já que reclamam que a cooperativa paga uma ninharia pelo convênio.
Resumindo, eles não vão para a atenção em saúde básica e não querem que ninguém mais vá. Isso, além de egoísta, é doentio da parte dele. Eles nem precisavam ser de esquerda, somente poderiam ser mais humanos.
A cada dia que passa, o asco me vem quando penso nessa máfia que tenta ainda dominar a medicina no país. Eles só não contava com uma coisa: com um médico humanista, de esquerda e que não tem medo de peitar essa coisa que já está fora de controle faz tempo.
O ódio deles ao Ministro Padilha é que agora, haverá prevenção, onde há isso, há pessoas saudáveis, e com pessoas saudáveis para que servem os grandes especialistas? Para uma ocasião ou outra. E o que falar dos hospitais? Vão desafogar, pois menos pessoas precisarão de emergência. E os laboratórios? Se mais pessoas são saudáveis, menos remédios consumirão.
O ódio deles é que todas as máfias não tem mais o controle da saúde do país, o governo tomou para si a responsabilidade de levar assistência médica aos lugares mais remotos ou considerados perigosos pelos revoltadinhos sem causa.
Com Alexandre Padilha, eles podem ficar tentando manter o corporativismo com todas as suas forças, mas, não conseguirão conter a onda de apoio ao programa #MaisMédicos, pois, todos, população, justiça, ministério público, enfim, o Brasil inteiro está com o ministro e a presidenta, entendendo que esse é o melhor caminho para uma saúde decente para o país.
Me desculpem o termo, mas, o Ministro Padilha é macho pra cacete. Enfrentar essas máfias não é para qualquer um!!!
Só um conselho ministro: cuidado com eles, quando for beber água, carregue sua garrafinha, pois esses pulhas são capazes de tudo!
#ProntoFalei

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

MS RETIROU DO PROGRAMA O MÉDICO FOLGADO QUE TRABALHOU 2 DIAS E ESTÁ SOFRENDO FÉRIAS


O Ministério da Saúde retirou do programa Mais Médicos o profissional Patrick Henrique Cardoso, que três dias após assumir o cargo no posto de saúde do Novo Gama, em Goiás, pediu para tirar férias. Patrick Cardoso assumiu o cargo no dia 2 de setembro, trabalhou por três dias, e no dia 6 comunicou que tinha uma viagem a fazer e não iria trabalhar.
E o sujeito ainda teve a pachorra de publicar na internet que "enfim, férias", e atualizou o local, que não é bem em Nova gama e sim em Chicago, Illinois, EUA.
O irresponsável não tem limites, deixou apenas uma médica atendendo no posto. Quer dizer ele estava achando que iria ficar tudo por isso mesmo.
Como se tudo isso não bastasse fica publicando em sua página no face contra o programa Mais Médicos.
A irresponsabilidade desse sujeito não tem limites.
Depois as entidades médicas querem que a população esteja do lado dela contra a vinda dos médicos estrangeiros. É por essas e outras que 73% da população aprova a contratação de médicos estrangeiros.
Fez muito bem o Ministério da Saúde em retirá-lo do Programa. Assim, os aventureiros ficam bem longe das USB que esperam ansiosamente atendimento. 


OLHEM OS CHECK-INs DO FOLGADO

FLORIANÓPOLIS SUSPENDEU POR ORA DECRETO QUE PROIBIA MÉDICOS ESTRANGEIROS NO MUNICÍPIO




Suspensa temporariamente pelo governo federal do programa Mais Médicos, Florianópolis anunciou nesta terça-feira (10) que cancelou, por ora, os efeitos do decreto municipal que proibia a contratação de médicos estrangeiros na cidade sem revalidação do diploma.
Por causa dessa lei, instituída em agosto, o município foi suspenso do Mais Médicos pelo Ministério da Saúde, que entendeu que as regras do programa haviam sido descumpridas.
Blumenau em Santa Catarina também fez um decreto proibindo médicos estrangeiros e diz que não sabe se vai suspender. 

Caso mantenham os decretos, feitos após sugestão de entidades médicas, as cidades serão excluídas definitivamente do Mais Médicos.

Xenofobia é crime, denuncie! Disque 100


terça-feira, 10 de setembro de 2013

PESQUISA MOSTRA QUE 73% DOS BRASILEIROS APOIAM A VINDA DE MÉDICOS ESTRANGEIROS


Pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta terça-feira (10) mostra que 73,9% dos entrevistados apoiam a vinda de médicos estrangeiros para atuar no país. A medida faz parte do programa Mais Médicos  lançado pelo governo federal em julho e que pretende atrair médicos para atuar nas periferias e no interior do Brasil.

A pesquisa, divulgada nesta terça, ouviu 2.002 pessoas entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. As entrevistas foram realizadas em 135 municípios de 21 unidades da federação nas cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

NOTA DO MS SOBRE MATÉRIA DO FANTÁSTICO!!

NOTA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE:

A respeito da matéria publicada neste domingo (8/9) pelo programa Fantástico, o Ministério da Saúde esclarece que:

Medidas de controle no pagamento de AIHs (autorizações para internação hospitalar) são feitas sistematicamente pelo Ministério da Saúde e impediram o pagamento indevido de R$ 7,1 bilhões desde 2008. A ação foi possível devido à identificação de inconsistências em 4,9 milhões de AIHs preenchidas por hospitais e autorizadas pelos gestores municipais e estaduais de saúde - responsáveis por abastecer o sistema nacional.

Em 2011, quando o Ministério da Saúde intensificou o controle sobre o Sistema de Internações Hospitalares e tornou obrigatória a apresentação do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) para internações na rede pública, houve aumento de 24% em relação a 2010 nas recusas de pagamento feitas pelo Ministério, após identificação de inconsistências.

Portaria do Ministério da Saúde, que será publicada nesta segunda-feira (9), aprimora o sistema de controle sobre o pagamento de internações realizadas no SUS. Com o novo sistema, os hospitais ficam obrigados a identificarem os pacientes juntos à base de dados do Cartão SUS, que já contém 140 milhões de registros válidos. Essa ação impedirá irregularidades como as apresentadas pelo programa Fantástico. Os hospitais que não se adequarem às medidas ficarão impedidos de comprovar os atendimentos e, consequentemente, não receberão novos recursos.

O Ministério já obteve, por meio de auditorias, a devolução aos cofres públicos de R$ 193 milhões – recursos que foram identificados como pagos irregularmente de 2008 a 2013.Esses valores foram restituídos e empregados corretamente na assistência à população brasileira após auditorias realizadas pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), do Ministério da Saúde, que identificaram fraudes, inclusive, em 8,8 mil internações.

Outras medidas de controle Desde 2011, o Ministério criou canais com a população para avaliar a qualidade do serviço prestado e verificar possíveis irregularidades no atendimento à população, como a Carta SUS e a Ouvidoria da Rede Cegonha.

A Ouvidoria da Rede Cegonha já ouviu, desde maio de 2012, 155.392 mães que realizaram partos em unidades do SUS de todo o país. O questionário aplicado às mulheres contém perguntas relacionadas ao atendimento recebido, como a atenção à mulher e ao recém-nascido, por exemplo.

Até julho deste ano, mais de 18,4 milhões de Carta SUS foram enviadas a cidadãos que ficaram internados ou realizaram algum procedimento de média e alta complexidade no SUS. A carta traz dados do cidadão, a data de entrada na unidade de saúde, o dia da alta médica, o motivo da internação e o valor pago pelo SUS no tratamento.


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sábado, 7 de setembro de 2013

MS oferece projetos-padrão de UBS para acelerar obras


Estarão disponíveis para municípios quatro tipos de projetos com indicações estruturais, elétrica e hidráulica. A medida gera economia de tempo e de recursos públicos
O Ministério da Saúde vai oferecer aos gestores projetos de arquitetura padronizados para a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) no país. A medida pretende dar mais agilidade para a conclusão das obras realizadas pelos municípios e garantir a melhoria do acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e das condições de trabalho para os profissionais. Até o próximo ano, serão financiadas pelo ministério cerca de dez mil novas unidades, que fazem parte dos investimentos de infraestrutura previstos no programa Mais Médicos, do governo federal. Os gestores municipais já podem acessar os projetos na página do Departamento de Atenção Básica do ministério (alguns arquivos exigem a instalação do programa AutoCad).
“É mais uma iniciativa inovadora do ministério para reduzir o tempo de execução das obras. Com o projeto padrão, a nova determinação do prazo máximo de 18 meses para conclusão da obra e a exigência da aquisição dos terrenos pelos municípios, as construções serão executadas com mais agilidade para garantir o melhor atendimento à população”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Serão disponibilizadas plantas completas para os quatro portes das UBS: Porte I (uma Equipe de Atenção Básica, no mínimo), Porte II (duas Equipes de Atenção Básica, no mínimo), Porte III (três Equipes de Atenção Básica, no mínimo) e Porte IV (quatro Equipes de Atenção Básica, no mínimo).
Os projetos contemplarão indicações para a parte estrutural, elétrica e hidráulica, além de detalhes como esquadrias, revestimentos e bancadas. Também será disponibilizado o memorial descritivo, que indica os materiais necessários para a construção e as etapas a serem consideradas na execução da obra. Os materiais básicos indicados poderão ser substituídos desde que atendam às especificações mínimas apresentadas no projeto. A proposta de implantação considera um terreno hipotético e deverá ser adequada ao terreno disponível no município.
Os gestores não estão obrigados a utilizar os projetos arquitetônicos disponibilizados no site. “É uma alternativa oferecida ao gestor municipal. Ele pode usar ou não. Mas a adoção do modelo agiliza todo o processo de construção, além de gerar uma economia de tempo e de recursos referentes à contratação do projeto, que variam entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por unidade”, explica o diretor do Departamento de Atenção Básica, Heider Pinto.
O Ministério da Saúde também dobrou o padrão de qualidade das UBS. O tamanho da estrutura também foi ampliado, de 155 metros quadrados para 300 metros quadrados. O novo ambiente contará com consultórios para todos os profissionais, sala de farmácia e sala de observação para atender os usuários nas situações de urgência, entre outros. O ministério também aumentou o valor de financiamento de R$ 200 mil para R$ 408 mil por cada unidade, em março deste ano.
REQUALIFICA– O lançamento dos projetos faz parte do Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde (Requalifica UBS), criado em 2011 para estruturar, qualificar e fortalecer a Atenção Básica no Brasil. Até o momento, o Ministério da Saúde já investiu R$ 4,9 bilhões no programa, sendo R$ 3,2 bilhões em 9.279 mil construções, R$ 837,8 milhões em 7,4 mil reformas e R$ 788,8 milhões em 7,5 mil ampliações. Desde então, 4.996 municípios já foram beneficiados. Atualmente, são 39,2 mil UBS em funcionamento em todo o país.
CONTROLE– Para reforçar as ações de acompanhamento dos projetos, o Ministério da Saúde criou, no ano passado, o Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB). A ferramenta, destinada aos gestores, monitora as obras de engenharia e infraestrutura financiadas com recursos federais, tornando-se um instrumento para o gerenciamento de todas as fases da obra. O sistema possibilita comparar o planejamento e a execução de cada Unidade Básica de Saúde, assim como suas fases e etapas, oferecendo uma visão financeira e executiva. O município que não atualizar no sistema as informações por mais de 60 dias consecutivos terá o repasse dos recursos suspenso pelo ministério.

Por Tatiana Alarcon, da Agência Saúde – ASCOM/MS