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segunda-feira, 24 de março de 2014

ALEXANDRE PADILHA REBATE AS MENTIRAS DE SEMPRE!!!!


Esclarecimento à imprensa 

Em relação às matérias publicadas neste sábado, a assessoria de imprensa do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha esclarece: 

“O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha repudia a citação do seu nome em matérias publicadas neste sábado (22/03/2014) sobre a Operação Lava Jato da Polícia Federal. Como afirma a própria reportagem, não existe nenhuma acusação ou denúncia contra o ex-ministro. O aparecimento do nome de Alexandre Padilha nessas reportagens é certamente movido por outros interesses que não o da correta apuração dos fatos. Alexandre Padilha não possui nenhuma relação com Alberto Youssef, Leonardo Meirelles ou Pedro Agese. Lamenta que uma foto de um evento público esteja sendo usada de maneira indevida. 

Pelas regras das PDPs (Parceria de Desenvolvimento Produtivo), o ministro não decide os projetos. As parcerias são encaminhadas pelos Laboratórios Públicos. Uma comissão com representantes de vários ministérios e órgãos públicos avalia e autoriza os investimentos nas PDPs.

No caso da empresa Labogen S/A Química Fina, o projeto foi apresentado com o Laboratório Farmacêutico da Marinha. De seis projetos apresentados pela Labogen, só um foi aprovado pelos órgãos técnicos. O projeto aprovado prevê investimento de R$ 6,2 milhões por ano, durante 5 anos, e não de R$ 150 milhões como afirma a reportagem. O projeto aprovado deve gerar uma economia de R$ 29,8 milhões para o SUS (Sistema Única de Saúde), em cinco anos.

As PDPs são um instrumento que permitem baratear os custos de medicamentos e equipamentos para o SUS, recuperam a capacidade de inovação de laboratórios públicos e trazem tecnologia de ponta para o País. 

Se ainda assim existir alguma irregularidade, o ex-ministro defende a paralisação do projeto, até que seja feito o esclarecimento total do contrato, já que o Ministério da Saúde informa que não houve nenhum desembolso. 

Alexandre Padilha reafirma que sua postura, no que se refere a denúncias, sempre foi a de solicitar investigação e, em casos de detecção de irregularidade, afastar os acusados e encaminhar o caso aos órgãos competentes, para a devida punição e devolução dos recursos aos cofres públicos.”

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

DUAS MÉDICAS, UM SONHO: RETRIBUIR O QUE APRENDERAM, CUIDANDO DOS MAIS POBRES


 Beatriz Thome
Kátia Regina Marquinis

Beatriz da Costa Thome tem 35 anos, estudou em uma universidade pública da capital, já trabalhou em Moçambique, Quênia, Congo, Ruanda e Costa do Marfim, na África, e em Seattle e Nova York, nos Estados Unidos. Agora ela vai atuar em São Paulo. Kátia Regina Marquinis tem 39 anos, estudou em uma faculdade pública do interior, trabalhou quase toda carreira na capital e, em breve, estará em São Bernardo do Campo, na região do ABC.
Ambas fazem parte do grupo de 45 médicos que passará a atender em setembro na capital e demais regiões do estado de São Paulo pelo programa Mais Médicos do governo federal.
A primeira é pediatra especializada em saúde pública e, a segunda, é oftalmologista com especialização em uveítes (inflamações em diversas estruturas do olho, associadas a outras doenças). Apesar das diferenças, ambas têm algo em comum: a vontade de retribuir a oportunidade de ter cursado medicina em uma instituição pública prestando atendimento às camadas mais pobres e vulneráveis da sociedade.
SONHO/ Após se formar e fazer residência na Escola Paulista de Medicina, Beatriz se inscreveu em um programa da Universidade de Columbia, dos EUA, para tratar de crianças em Moçambique, onde 16% da população têm Aids. “Além de problemas de saúde corriqueiros,  me especializei em HIV.”
Foram quatro anos e, em seguida, a pediatra foi fazer um mestrado nas duas cidades norte-americanas. Há seis meses ela retornou ao Brasil, mas retornava à África em viagens esporádicas. Quando soube do Mais Médicos, não teve dúvida em inscrever-se.
“O SUS é um modelo visto como exemplo no exterior, mas aqui é pouco valorizado. Como trabalhei muito tempo fora, sempre quis ver o sistema de saúde fortalecido no Brasil, que é a nossa solução. É um desafio, mas a saúde precisa chegar a quem vive em locais mais distantes”, diz. Ela  escolheu São Paulo pela  família, mas a segunda opção era o Distrito Sanitário Especial Indígena do Xingu.
‘Como cidadã brasileira decidi fazer minha parte’Kátia Regina Marquinis fez medicina na Faculdade de Medicina de Jundiaí, mas, assim que se formou, veio para São Paulo para cursar o período de residência no Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual). Lá,  começou a se especializar em cardiologia, mas resolveu mudar de área e optou, depois, por oftalmologia.
Dentro dessa especialidade, Kátia se aprofundou em uveítes porque normalmente  há outras doenças associadas à inflamação nos olhos e, por esse motivo, ela também precisava ter um denso conhecimento de clínica geral, com a qual tinha afinidade. “Gostei muito da área pois precisava tratar quase todo tipo de doenças mais comuns, como tuberculose e hipertensão”, explica.
A oftalmologista também sempre teve gosto por ensinar e aprender e, por isso, tornou-se preceptora (professora médica que ensina os residentes) voluntária do Iamspe. Depois desse período, Kátia foi trabalhar em um hospital privado com um setor filantrópico (que atende pelo SUS), onde ela também foi preceptora. “Ali eu percebi a demanda por médicos, as filas enormes na espera por atendimento”, conta. “Mas era algo que já vinha me incomodando, sempre tive isso dentro de mim e vi no Mais Médicos a oportunidade de atender a população mais carente do entorno da Grande São Paulo. Como cidadã brasileira decidi fazer minha parte oferecendo meu trabalho a áreas onde há maior vulnerabilidade social.”
Maior parte das vagas não foi preenchida
Lançado em 8 de julho, o Mais Médicos quer melhorar o atendimento no SUS, acelerar os investimentos em infraestrutura nas unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país. A bolsa federal é de R$ 10 mil. Mas, até agora, só 938 das 15.460 vagas que os municípios informaram precisar foram preenchidas.
6% das vagas abertas foram preenchidas
Dilma quer médicos das Forças ArmadasA presidente Dilma Rousseff quer que os médicos das Forças Armadas possam trabalhar no SUS. O fim da restrição  está previsto na PEC aprovada no Senado na semana passada e agora em análise na Câmara.

domingo, 12 de maio de 2013

ADVOGADA CUBANA, LYDIA GUEVARA, INDIGNADA COM O CFM QUE INSULTA OS MÉDICOS CUBANOS

É indignante que um Conselho de Medicina se arvore a insultar médicos reconhecidos internacionalmente e também pela OMS, como o feito de Cuba que tem mais médico em funções de saúde e solidariedade do que toda OMS junta, ou seja, os médicos brasileiros não tem sido capazes de dar ao mundo 20.000 profissionais para garantir o objetivo do milênio: SAÚDE PARA TODOS.

É indignante que assegurem que esses 6 mil profissionais estejam desempregados em Cuba. Nosso país não tem um médico desempregado. Todos tem espaço suficiente para trabalhar e são reconhecidos pela sociedade cubana que querem a seus médicos e enfermeiros e sempre se refere a eles com amor e lealdade aos princípios que se formaram em nossa Revolução.


Mas pode ser verificado com os cidadãos de outros países que confiam sua saúde aos nossos médicos e viajam de diferentes países, mesmo com muito dinheiro e do mundo ocidental desenvolvido, para tratar de várias afecções em nosso país. Não creio que nos submetemos a qualquer espaço profissional no mundo.

E mais, os nossos médicos tocam os pacientes, auscultam com as mãos e os ouvidos, o olhar e não apenas através de equipamentos sofisticados, que não estão instalados em comunidades pobres, por razões óbvias.

Vergonha deveria ser qualquer médico em qualquer país, ter que receber médicos estrangeiros para que esses se desloquem aos lugares pobres, intrincados, distantes e que ainda não se desconhece qual estado de saúde apresentam seus habitantes. Cuba tem feito pesquisas na Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua de profundidade suficiente para detectar a deficiência que estavam ocultar-se e agora veio à tona e as pessoas têm cuidados médicos.

O tempo dará razão. Os pobres não perder a oportunidade de ter um médico.

Eu faço uma história sobre algo que aconteceu há 20 anos. Um colega meu foi no Panamá e seu filho caiu e quebrou o queixo. Desesperada ela, mas como era diplomata, foi levado para um hospital particular. O médico limpou o ferimento, a revisou e disse, senhora: aqui está, são tantos dólares. Mas, para costurar a ferida preciso de saber se tens dinheiro para pagar.

Ela simplesmente disse: De onde eu venho os médicos não fazem essas perguntas. Cuidar de pacientes em necessidade. Em seguida, o médico perguntou: onde está você senhora e ela disse que eu SOU CUBANA.

O médico corou e disse: Desculpe-me, estudei em Cuba também. Costurou o ferimento da criança e não pediu nenhum dinheiro.

Exemplos como estes abundam no Paquistão durante um terremoto na Nicarágua e no Peru, na Venezuela, em toda a África, Paraguai, Bolívia, países do Caribe, Haiti, durante uma epidemia de cólera em que os outros médicos não oferecem cobertura.

Desculpem-me, mas é humilhante para um país pequeno como Cuba, que um gigante como o Brasil, um continente por si só denigre nossos médicos, humildes, sem dinheiro, mas com um coração no meio do peito, com a consciência de seu trabalho, o faz com que homens e mulheres, em verdadeiros gigantes mundiais.

Você sim, tem conhecimento e prova disso. Eu autorizo ​​que você publique esta nota no site do acesso, porque, o que eles disseram é um fato de violência contra uma profissão tão digna como o Exército de Jalecos Brancos de cubano.

Lydia Guevara

Advogada Cubana

Texto enviado por email


Tradução livre: Ana Paula Perciano

domingo, 28 de abril de 2013

DE POSTE EM POSTE, ILUMINAREMOS O BRASIL



A República dos postes (título da matéria no Correio Braziliense hoje)

Ao abrir caminho para Padilha ser candidato do PT ao governo de São Paul, Lula quer repetir a estratégia usada para eleger Dilma e Haddad: apostar em perfis técnicos, ainda que desconhecidos do eleitorado.




O anúncio do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, de que não vai concorrer ao governo de São Paulo em 2014, abrindo caminho para o ministro da SaúdeAlexandre Padilha, traduz a estratégia de velhos caciques, em especial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: apostar no fator novidade associado a um forte cabo eleitoral. A ideia é fazer com que candidatos chamados no jargão político de postes se iluminem. Lula foi bem sucedido nas últimas duas tentativas. Em 2010, conseguiu eleger presidente da República pelo PT a então pouco conhecida titular da Casa Civil, Dilma Rousseff. No ano passado, contrariando os prognósticos, levou o correligionário Fernando Haddad do Ministério da Educação à prefeitura de São Paulo.


O modelo foi repetido pelo governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, que, também em 2012, transformou seu secretário de Governo, Geraldo Julio, prefeito do Recife. A iniciativa ainda vingou na Região Norte. No Acre, os irmãos petistas Tião e Jorge Viana, respectivamente governador e senador, conseguiram eleger o prefeito Marcus Alexandre (PT), que nem sequer morava na capital Rio Branco. Agora, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), quer aplicar a fórmula em seu próprio poste: o vice-governador peemedebista Luiz Fernando Pezão, que disputará o Executivo estadual.




Segundo o cientista político da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Rui Tavares, a tendência nasceu da visão de Lula de que os tradicionais nomes do PT estavam desgastados ou não apresentavam apelo para conquistar o eleitorado. Como a gente tem problemas sérios com corrupção, existe uma imagem ruim em relação aos políticos de carreira. A percepção do Lula, de trazer nomes com perfil mais técnico, foi que essa seria uma forma de reduzir o impacto desse cansaço com a política , explica.




Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) Rodolfo Teixeira, especialista em sociologia política, é preciso levar em conta que os velhos caciques têm, eles próprios, sofrido derrotas. No caso do José Serra, o fato de ele ter dito que não deixaria a prefeitura de São Paulo para disputar a Presidência da República e o sucessor, Gilberto Kassab, ter sido muito mal avaliado, foram determinantes , ressalta o especialista. Teixeira lembra ainda que, em alguns casos, o poste nem sempre é sinônimo de novidade, apesar da imagem vendida ao eleitor. Dilma Rousseff representava justamente a continuidade do governo Lula.





Ponderações




Com pouca visibilidade em São Paulo e com título eleitoral registrado ainda no Pará, Alexandre Padilha é a nova aposta de Lula. Algumas questões, no entanto, ainda precisam ser avaliadas. Na tarde de quinta-feira, o ex-presidente se reuniu com lideranças e prefeitos paulistas. Na ocasião, ponderou questões como a visibilidade do ministro e os tendões de Aquiles em sua gestão à frente do Ministério da Saúde, que podem ser usados por adversários. Também foram analisadas as possíveis alianças para 2014 e a aceitação de Padilhana base aliada em São Paulo. Lula espera bater o materlo em, no máximo, três meses, já que Padilha tem até setembro para trocar o domicílio eleitoral.




Padilha, assim como Dilma Rousseff em 2010, nunca disputou eleição para cargos eletivos, mas é definido por petistas paulistas como um poste iluminado . Apesar de ser de Santarém, no Pará, tem história de militância em São Paulo. E, embora esteja hoje à frente de um ministério complicado, teve bom desempenho na Secretaria de Relações Institucionais, na gestão Lula. Na avaliação de petistas paulistas, ele conta com a simpatia dos militantes e é carismático. A Dilma tinha mais um perfil de gestora do que de candidata. A simpatia e o envolvimento com as questões do país tornam mais natural pensar em Padilha como candidato , avalia um parlamentar de São Paulo.




Se o ministro poderá contar com a ajuda federal caso se lance candidato em São Paulo, no Rio, Luiz Fernando Pezão, poste de Sérgio Cabral, terá a máquina administrativa estadual a seu favor. O governador Sérgio Cabral aposta todas as fichas no vice, e acredita que a organização da Copa do Mundo de 2014 será determinante para o resultado nas urnas. Tanto que Cabral está disposto a se desentender com o PT, que deve lançar o senador Lindbergh Farias ao governo fluminense.




Glossário




O candidato poste é aquele que se ampara na influência de uma liderança para disputar as eleições. Muitos são desconhecidos do público até que o padrinho suba ao palanque e lance o nome do protegido. Atualmente, os postes têm perfil mais técnico do que político, e os bem sucedidos contam com experiência administrativa para reforçar o currículo. A máxima de que quem tem carisma elege até poste é atribuída ao falecido senador baiano Antonio Carlos Magalhães.




À sombra dos padrinhos




Confira três casos recentes de políticos praticamente desconhecidos pelo eleitorado que conseguiram ser eleitos graças ao apoio de caciques, Conheça também um peemedebista que tenta aplicar a fórmula para assumir o governo do Rio de Janeiro.




Eles deram certo




Dilma Rousseff




A presidente da República pode ser considerada o primeiro poste nacional. De candidata inexpressiva que patinava nas intenções de voto no início da campanha, Dilma contrariou as projeções pessimistas. Lula bancou a escolha e a pupila do petista bateu o tucano José Serra com 56% dos votos válidos.




Fernando Haddad




Também escolhido por Lula, Haddad deixou o Ministério da Educação para se lançar candidato a prefeito de São Paulo. Mesmo sem nunca ter disputado cargo eletivo e sem história de militância no PT, Haddad conseguiu, na véspera do primeiro turno, um empate técnico entre os três principais candidatos. Também contrariou os prognósticos e foi eleito.




Geraldo Julio




Apadrinhado do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, o atual prefeito do Recife conseguiu se eleger graças ao apoio maciço do aliado. Geraldo Júlio ainda contou com a divisão interna do PT, que, mesmo tendo disputado a prefeitura com o senador Humberto Costa, candidato escolhido por Lula, não conseguiu unir a militância.




E ele tenta o sucesso em 2014




Luiz Fernando Pezão




O vice-prefeito da capital fluminense é o candidato do governador Sérgio Cabral (PMDB) à sucessão no Executivo do Rio de Janeiro. A cúpula do PMDB aposta na projeção que organizar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 pode dar ao atual grupo no poder. Pezão deve enfrentar o senador Lindbergh Farias (PT), e terá a base de apoio rachada.




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"Como a gente tem problemas sérios com corrupção, existe uma imagem ruim em relação aos políticos de carreira. A percepção do Lula, de trazer nomes com perfil mais técnico, foi que essa seria uma forma de reduzir o impacto desse cansaço com a política"












Rui Tavares, cientista político

Fonte: Correio Braziliense, por Juliana Braga