quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

MEXEU COM PADILHA, MEXEU COM 75% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA QUE O APROVA


Leiam a nota da blogueira ao final dessa nota à imprensa do MS!!!
O Ministério da Saúde informa que desde 1999 a Organização Não Governamental (ONG) Koinonia desenvolve projetos determinados pela pasta em editais públicos. Desde 2011, a ONG participou de pelo menos quatro seleções de projetos do Ministério, sendo desclassificada em dois deles.

Em 2011, a entidade assinou Termo de Cooperação dentro de edital para eventos, para a promoção do Seminário  “Fortalecendo laços: Seminário Regional Inter-Religioso de incentivo ao diagnóstico precoce ao HIV”, no valor de R$ 60 mil, realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2011.

Em 2012, a Koinonia submeteu proposta para a realização de projeto “Reafirmando os direitos das pessoas que vivem com HIV Aids nas comunidades religiosas”  no valor de R$ 60 mil. No ano seguinte, 2013,  a ONG encaminhou novo projeto para a promoção do “II Seminário Regional Inter-Religioso de incentivo ao diagnóstico precoce ao HIV”, com custo previsto em R$ 70 mil. No entanto, a Organização não venceu nenhuma dessas duas seleções.

Ainda em 2013, a ONG submeteu projeto atendendo a publicação de edital no Diário Oficial da União. A proposta deu origem ao convênio 796812/2013, firmado em dezembro do ano passado, no valor de até R$ 199,8 mil. A aprovação dos projetos acima mencionados só foi possível após a comprovação de capacidade técnica da entidade em atender exigências e requisitos estabelecidos nos editais e nos processos de seleção.


Segundo informações prestadas pela Koinonia, a entidade é uma instituição sem fins lucrativos e conta com 20 anos de experiência nas áreas de saúde, combate ao racismo, direitos civis e humanos e liberdades religiosas. Tem entre seus fundadores o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, o escritor Rubem Alves e o educador Carlos Brandão.


Ainda de acordo com documentação da entidade, durante esses 20 anos, a Koinonia firmou convênios, parcerias e contratos de cooperação com organismos internacionais - Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), União Europeia, Ford Foundation (EUA), Christian Aid (Reino Unido), Church World Service (EUA), Conselho Mundial de Igrejas (Suiça), Igreja Unida do Canadá, Igreja Anglicana do Canadá, ACT Alliance, Igreja da Suécia, Canadian Foodgrains Bank, Norwegian Church Aid, entre outros.


A Koinonia informou que o senhor Anivaldo Padilha é associado da entidade e exerceu a função de Secretário de Planejamento e Cooperação entre 01 de janeiro de 2007 e 25 de setembro de 2009. Ocasião em que - por carta à entidade – solicitou afastamento das funções tendo em vista que o ministro Alexandre Padilha assumiria a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), com o objetivo de cumprir o que determina a legislação e evitar conflito de interesse com o Poder Público.


Por fim, é importante esclarecer que o processo de análise das propostas de convênios encaminhadas e aprovadas pelo Ministério da Saúde segue sempre a mesma forma: após cadastrada, ela é analisada pela área técnica responsável quanto ao mérito e, posteriormente, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) quanto aos aspectos técnico-econômico.

NOTA DA  BLGOGUEIRA: Conheço pessoalmente o Anivaldo Padilha, seu caráter e os diversos trabalhos que desenvolve na luta contra todas as formas de opressão. Colaborei com Anivaldo no GT Igrejas da Comissão Nacional da Verdade e esclareço que ele, mesmo não sendo comissionado da CNV, tem feito um trabalho de resgate da memória dos anos da Ditadura Civil-Militar no Brasil com competência e seriedade. Para quem não conhece Anivaldo Padilha, esse foi perseguido, preso e torturado pela ditadura, que o obrigou a se exilar, sendo que este realizou um trabalho dentro das Universidades dos EUA, nessa época, mostrando as atrocidades cometida pelos ditadores, mostrando filmes clandestinos, enviados do Chile mostrando como se davam as torturas aqui no Brasil. Ele, corajosamente, dentro do território estadunidense trabalhava diuturnamente para denunciar o que acontecia no Brasil.
Anivaldo Padilha, sociólogo, para mim é o maior humanista que o Brasil tem. Ele está sempre na luta para que todos os direitos humanos sejam respeitados.
A biografia de Anivaldo para mim e todos os que o conhecem não tem um risco sequer. Ele é um grande mestre, com quem aprendo todos os dias. Não é uma manchete de jornal de quinta categoria que nunca esteve comprometido com a verdade nem com o respeito ao direitos humanos, não tem credibilidade para tentar elamear o nome de Anivaldo com o intuito de jogar a população contra Alexandre Padilha.
Quanto a idoneidade e ideologia de Alexandre Padilha, essa foi forjada já no ventre de sua mãe, que depois da prisão e desaparecimento de Anivaldo, descobriu estar gravida do menino. Levou o garoto então com três meses de São Paulo para Belo Horizonte para que eles sobrevivessem à perseguição política. Voltou para São Paulo, para que Alexandre convivesse com a família de Anivaldo. Pai e filho, através da luta da mãe, se correspondiam clandestinamente por fitas cassete. A mãe, médica, foi trabalhar não em grandes hospitais, mas, numa comunidade carente, onde se casou e morou com seu filho. Ela mostrou desde cedo ao filho que é do ódio de classes que nasce a desigualdade social. Esse menino Alexandre, já muito novo, participava com sua panelinha nos panelaços contra a carestia. 
Alexandre é filho de dois grandes humanistas e carrega com ele a ideologia, o compromisso com a verdade e a luta pelos excluídos desse país.
A campanha contra Alexandre, é na verdade, contra todos aqueles que hoje são beneficiados não só pelo Programa mais médicos, mas, todos os programas por ele instituídos no país. A elite brasileira não dá trégua porque ele mexeu com a classe mais privilegiada desse país: a dos médicos.
Alexandre como todos estão vendo, aceitando isso ou não, luta bravamente para que todos tenham direito a saúde de qualidade e acesso a medicamentos e programas de orientação para a população para que esta seja beneficiada de tudo o que ele faz em termos de saúde no Brasil. 
Um exemplo da eficiência desses serviços é a qualidade da saúde publica do minha cidade, Vitória, ES, que utilizou muito bem os recursos do Governo Federal onde agora, os planos de saúde tentam copiar o modelo SUS de atendimento, por conta da migração dos cidadão para a saúde pública.
Alexandre enfrenta essa reportagem de cabeça erguida, pois, ele é um homem sério, que leva a política pública com seriedade. Esses que tentam de todas as formas macular sua imagem são os mesmos que estiveram colaborando com o Regime Militar.
Eles não aceitam que os mais necessitados tenham os mesmos serviços de qualidade oferecido à eles pelos médicos e profissionais de saúde que cobram caro por aquilo que aprenderam e que deveriam levar a todos os cidadãos do país.
Os 90% da população que não tinham acesso à saúde, hoje, por conta da seriedade de Alexandre Padilha, são os beneficiários da saúde pública de qualidade por ele implantada e outras fase de implantação.
MEXEU COM ALEXANDRE PADILHA, MEXEU COM 75% DA POPULAÇÃO QUE O APROVA!!!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

EXAME DE CONSELHO REPROVA 60% DOS MÉDICOS COXINHAS RECÉM-FORMADOS

Exame de conselho reprova 60% dos médicos recém-formados
Desempenho em prova obrigatória em São Paulo foi pior em áreas como clínica e pediatria
Nota ruim não afeta obtenção de registro; índice de reprovados é maior entre alunos de faculdades privadas

Quase 60% dos 2.843 médicos recém-formados em São Paulo que prestaram o exame do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) foram reprovados.
Segundo o conselho, 1.684 (59,2%) acertaram menos de 60% da prova --o índice mínimo para aprovação.
A taxa de reprovação é maior do que a de 2012, ano em que a prova se tornou obrigatória e quando 54,5% dos médicos foram reprovados. A prova é aplicada desde 2005, mas não era obrigatória e tinha baixa adesão.
Apesar de ser requisito para obter a licença médica, a prova não tem caráter eliminatório. É preciso apenas comprovar a participação no exame para tirar o registro profissional, mesmo que o candidato seja reprovado.
"Infelizmente, o conselho ainda não pode negar o registro para quem não atinge o mínimo de 60% de acerto", diz Bráulio Luna Filho, diretor do Cremesp e coordenador do exame.
O pior desempenho ocorreu em áreas vitais, como pediatria e clínica médica (só 47,8% e 52% de acertos, respectivamente).
Os futuros médicos erraram questões básicas sobre diagnóstico e tratamento de problemas frequentes em prontos-socorros e postos de saúde, como pneumonia, tuberculose e hipertensão.
"É vergonhoso, um absurdo. A licença deveria ser dada apenas aos médicos que passaram", diz Luna Filho.
PARTICULARES
Os índices de reprovação são mais graves entre alunos de faculdades privadas: 1.942 dos 2.843 que prestaram a prova. Desses, 1.379 foram reprovados, um índice de 71%.
"No Brasil, é médico quem pode pagar uma mensalidade", afirma o coordenador.
Neste ano, o exame do Cremesp também foi realizado por 485 médicos formados em outros Estados, que pretendem fazer residência ou exercer a medicina em São Paulo. Desses, 350 foram reprovados --72,2%.
O conselho paulista, o único do país a realizar a avaliação, não revela o nome das escolas médicas com pior e melhor desempenho.
Em anos anteriores, o exame foi duramente criticado pela Abem (Associação Brasileira de Ensino Médico) e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que defendem uma avaliação seriada do aluno (no 2º, 4º e 6º anos do curso), mas não apresentaram nenhuma proposta.
Países como o Reino Unido e o Canadá adotam uma avaliação externa periódica dos futuros médicos e toma para si a responsabilidade de aferir a competência deles antes que cheguem ao mercado.
João Ladislau Rosa, presidente do Cremesp, diz que, agora, o conselho deve prestar ajuda às universidades, indicando falhas na grade curricular e no sistema de avaliação das faculdades. "Mas ainda há certa resistência de algumas instituições."

NOTA DA BLOGUEIRA: Com esse índice de reprovação, fica caracterizado que os médicos brasileiros não estão capacitados para exercer a profissão. As entidades médicas não tem qualificação para criticar os colegas cubanos, que bem diferente dos brasileiros, tem em Cuba, um modelo de medicina humanista reconhecido não só nos países em que atuam fora da ilha, mas, pela OMS. 
A gritaria dos médicos brasileiros, depois de terem reconhecido a incapacidade dos colegas para atuarem em qualquer lugar do planeta, soa mesmo como reserva de mercado as críticas ao programa Mais Médicos.
Se eles não tem capacidade e nem querem atuar nos lugares mais remotos e periferia das grandes cidades, deveriam ter a decência de admitir suas falhas.

Por ARETHA YARAK e CLÁUDIA COLLUCCI DE SÃO PAULO

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Publicações dos Drs. Coxinhas em Site além de antiético mostra bem o caráter deles!



Em uma recente tentativa de protesto contra os estrangeiros contratados pelo programa Mais Médicos, do governo federal, a ética profissional pode estar sendo ignorada por médicos brasileiros. Em um Tumblr – tipo de blog para postagem de imagens –, estão sendo compartilhados fotos de receitas, encaminhamentos e outros documentos emitidos pelos estrangeiros.
As imagens postadas no site, em funcionamento desde outubro do ano passado, revelam supostos deslizes de médicos estrangeiros, que vão desde dificuldades com a língua portuguesa – e uso de palavras em “portunhol” – até erro na prescrição de medicamentos e encaminhamentos desnecessários a médicos especialistas.
“Receitas, prontuários e demais documentos dessa natureza são de propriedade do paciente. O médico é somente um fiel depositário deles. Assim, esses materiais nunca poderiam ter vindo a público dessa forma”, diz o advogado especialista em direito médico Robson Martins Pinheiro Melo.
O Artigo 89 do Código de Ética Médica estabelece que é vedado ao médico “liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente”. Além disso, o sigilo do atendimento é outro ponto abordado no código de ética que rege a profissão.
Deslizes. Em um dos encaminhamentos postado no Tumblr, uma médica descreve que o paciente tem manchas “blanquecinas” na região do “cuello” – querendo dizer que ela possuía manchas esbranquiçadas na região do pescoço. Em outro documento, uma médica encaminha um paciente ao oftalmologista com um pré-diagnóstico de “lagrimão tupido” – terminologia que não existe na literatura médica e que, segundo o autor da postagem, pode estar no lugar de “obstrução do duto lacrimonasal”.
Punições. Se identificados, os autores das postagens podem ser repreendidos. “Esse médico (autor da postagem) está passível de responder a processo ético profissional perante o Conselho Regional de Medicina (CRM) onde estiver sua inscrição. As punições variam de uma censura confidencial até a cassação do registro profissional”, afirma o advogado.
Se por um lado os autores das postagens se preocuparam em omitir os nomes dos pacientes para quem as receitas e encaminhamentos foram passados, os nomes completos e os números de registro dos médicos autores dos documentos são deixados à mostra. Por isso, Pinheiro Melo afirma que os médicos que tiveram seus dados divulgados e se sentirem ofendidos podem entrar com uma ação de danos morais contra os autores das postagens.
Para os que quiserem entrar com um processo, o mais indicado, de acordo com orientações da Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos de Minas Gerais, é que procurem uma delegacia especializada em crimes digitais e prestem queixa.
Migração
Provab. Médicos do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab) e do Mais Médicos poderão migrar de um programa para o outro, afirmou ontem o Ministério da Saúde.
Conselho ressalta sigilo e diz que irá avaliar as informações

O Conselho Federal de Medicina (CFM) se manifestou por meio de nota sobre a polêmica do Tumblr contra os profissionais estrangeiros contratados pelo Mais Médicos.

O texto, atribuído ao presidente do órgão, Emmanuel Fortes, afirma que “todas as denúncias envolvendo a atuação dos médicos intercambistas do programa Mais Médicos serão tratadas pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) dos Estados onde ocorreram os atendimentos”.

O CRM-MG informou, também por meio de nota, que “as informações divulgadas no site devem ser cuidadosamente avaliadas”. O conselho ainda afirmou que “a relação médico-paciente e o sigilo do atendimento devem ser preservados como destacado no Código de Ética Médica”.
Por Raquel Sodré
NOTA DA BLOGUEIRA: Os médicos brasileiros mostram mais uma vez que além de maus médicos, também violam o código de ética médica ao expor pacientes e seus prontuários para uso de sua campanha difamatória contra os médicos cubanos.

Não é de hoje que falamos como a corporação médica tem fiscalizado os médicos cubanos. Nunca houve tanta fiscalização e informação apócrifa circulando. Boatos, meias verdades, inverdades e até a caligrafia do médico já foi alvo de suspeita.

Bom, o que chama atenção não é somente a forma como ainda, juntos, tentam difamar um programa ou médicos de qualidade reconhecida e com maciça aprovação da população, mas a falta de caráter, de ética, expondo outros colegas de profissão com questionamentos dubitáveis etc.

É nojento imaginar, como no vídeo de médico que induz paciente a falar mal em entrevista. que um profissional usou seu tempo em consultório para fazer um vídeo quase suplicando para a paciente falar mal do programa.

Código de Ética Médica:

Capítulo IX

SIGILO PROFISSIONAL

É vedado ao médico:

Art. 75. Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente.

Capítulo X

DOCUMENTOS MÉDICOS

É vedado ao médico:

Art. 85. Permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade.



Fonte: Código de Ética Médica (http://www.portalmedico.org.br/novocodigo/integra_10.asp).

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Teste para aids por fluido oral será ofertado pelo SUS

Um novo teste rápido de aids realizado por fluido oral estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de março de 2014. O resultado sai em até 30 minutos. A portaria que normatiza a medida foi publicada nesta quarta-feira (18) pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O novo diagnóstico será ofertado para a população em todas as campanhas do Fique Sabendo, nos serviços do SUS que atendem as populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública, a partir do segundo semestre do próximo ano. Testes com essa metodologia, que possuírem registro na Anvisa, também poderão ser vendidos em farmácias da rede privada.

Inicialmente, o teste com fluido oral será utilizado por 40 ONG parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, que atuam em 21 estados e no Distrito Federal. Terão prioridade ao novo método, durante esta fase inicial - prevista para iniciar em março do próximo ano - as populações prioritárias que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV (homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua).
“Em um segundo momento, o diagnóstico estará disponível para todas as pessoas que quiserem realizá-lo, inclusive como autoexame. A sua grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial”, explica o ministro da Saúde Alexandre Padilha.  
Na apresentação disponível nas farmácias, os testes terão uma bula explicativa com informações detalhada do passo a passo para a sua realização; orientação para procurar serviço de saúde, se der positivo; e o número de telefone disponível para responder dúvidas. “As pessoas que, eventualmente, não se sintam à vontade para ir a um centro de saúde ou num laboratório, poderão fazer o teste com privacidade, em sua própria casa, no horário e da forma que quiserem”, ressaltou o ministro.
O kit para a realização do teste está sendo produzido pelo laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz e contém uma haste coletora descartável (swab) - de uso único - para obtenção de fluido oral; um frasco com solução, no qual é colocada a haste coletora após a obtenção da amostra; um frasco com o tampão de corrida de reação; um suporte plástico de teste, em que é ocorrerá a reação e a revelação do resultado.
Como pré-requisto para fazer o diagnóstico oral, é necessário que, nos 30 minutos antes, a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fume ou inale qualquer substância, escove os dentes e use antisséptico bucal. Também se deve retirar o batom e evitar realizar atividade oral que deixe resíduo. O fluido do teste oral é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos. Quando surge uma linha vermelha, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas vermelhas, indica que naquela amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste é positivo.
MANUAL - A portaria também aprova o novo Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças. O documento complementa os procedimentos para a realização de testes de HIV no país.  “A portaria atualiza a forma técnica de diagnóstico do HIV para  adequarmos aos avanços alcançados nesse campo nos últimos anos. O objetivo é tornar mais fácil a sua interpretação pelos profissionais de saúde”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Segundo o secretário, a principal meta é possibilitar a ampliação da testagem e do acesso mais rápido e eficiente a todos que buscam o diagnóstico. “Isso permitirá aos profissionais e serviços, escolhas adequadas à sua realidade local, de modo a viabilizar o acesso de todos os indivíduos que desejam conhecer seu estado sorológico”, observa Jarbas Barbosa.  
Outra novidade do Manual é a possibilidade de confirmação do diagnóstico rápido de HIV, com um segundo teste, também rápido, que permite a redução do tempo de entrega do resultado ao paciente. Atualmente, a confirmação do diagnóstico de HIV é feita por meio de testes Elisa e Western Blot.
“Anteriormente, quando a pessoa realizava o exame em laboratório, e o Elisa dava positivo, era feito um teste complementar do tipo Western Blot. Com o avanço tecnológico, esse exame ficou ultrapassado. Por essa razão, na nova portaria - quando o teste inicial feito no laboratório der positivo - o teste complementar recomendado a partir de agora é o teste molecular”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita.

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
(61) 3315 3580 e 3315-2005

sábado, 14 de dezembro de 2013

SUS terá medicamento para transplantados produzido no país

O imunossupressor Tacrolimo é indicado para evitar rejeição a transplantes de rim e fígado. O Laboratório Libbs inicia construção de fábrica de medicamentos biológicos, estratégicos para o SUS
O Brasil contará com medicamento utilizado por pacientes transplantados de rim e fígado produzido integralmente com tecnologia nacional. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quinta-feira (11), em Embu das Artes (SP), da cerimônia de entrega do primeiro lote do imunossupressor Tacrolimo, usado para evitar a rejeição a órgãos e garantir o sucesso do transplante. No mesmo evento, o ministro também participou de atividade que marca o início das obras de nova fábrica do laboratório Libbs, destinada à produção de medicamentos biológicos.
O medicamento Tacrolimo é fabricado pela Libbs Farmacêutica. Em 2009, a empresa firmou parceria para o desenvolvimento produtivo com o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia para o laboratório Farmanguinhos/Fiocruz. O instituto acompanhou todo o processo de produção do medicamento para internalizar as técnicas e o conhecimento tecnológico da empresa privada.
A previsão é que em 2015 o Farmanguinhos passe a produzir o medicamento, o que vai diminuir o custo na aquisição do Tacrolimo. Desde 2009, a compra do produto passou a ser feita de forma centralizada pelo Ministério da Saúde, o que gerou a economia de R$ 75 milhões. “Produzir um medicamento 100% nacional é um salto de extrema importância para a indústria brasileira, com impacto na geração de mercado para todo o Brasil, além de garantir segurança aos pacientes atendidos pelo SUS”, afirmou Padilha, durante a solenidade.
O ministro explicou que a qualidade dos medicamentos é um fator decisivo na vida do paciente transplantado porque garante o funcionamento do órgão, sem problemas de rejeição. Ele lembrou que o Brasil está entre os países que mais realizam transplantes do mundo. “Nenhum país fez mais de 24 mil transplantes gratuitos pelo SUS, como o Brasil fez”, afirmou Padilha.
O domínio de todas as atividades de produção resulta em produtos de qualidade a preços competitivos, garantindo o abastecimento dos serviços públicos de saúde com redução da dependência internacional”, ressaltou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Carlos Gadelha. Em 2013, foram adquiridas 53.547.100 e 2.965.050 cápsulas do tacrolimo 1mg e 5mg, respectivamente.
BIOLÓGICOS– A nova fábrica da Libbs Farmacêutica, no complexo industrial do município,  será uma das primeiras plantas industriais brasileiras para a produção de medicamentos biológicos, considerados estratégicos pelo SUS. “A construção da planta reflete o compromisso do governo federal com a pesquisa, a inovação e geração de renda para o país”, afirmou Gadelha. A Libbs retomou os investimentos da empresa em seu Parque Farmoquímico depois que foram firmadas PDPs com o Ministério da Saúde e laboratórios públicos.
A parceria estabelece que o Ministério da Saúde compre, exclusivamente, medicamentos produzidos pela empresa, pelo período de cinco anos, para atender à demanda do SUS. Em contrapartida, os laboratórios privados transferem as tecnologias aos públicos, que dominando a cadeia de produção, podem desenvolver genéricos a preços mais competitivos. O laboratório Libbs está envolvido em sete parcerias.
A fábrica de biotecnologia terá capacidade inicial de produção de 150 kg de medicamentos ao ano. Quando estiver em pleno funcionamento, a produção será ampliada para 400kg. No local, serão produzidos, em parceria com os laboratórios públicos Butantan e Bahiafarma, seis medicamentos biológicos.
O primeiro medicamento fruto dessas parcerias - o oncológico Rituximabe – deverá estar pronto para distribuição no SUS no primeiro semestre de 2016. Os investimentos da empresa farmacêutica em biotecnologia estão estimados em R$ 560 milhões, provenientes do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da própria empresa.
O medicamento biológico é feito a partir de material vivo e manufaturado em processos que envolvem medicina personalizada e biologia molecular.  Representam 5% do total da oferta pública de medicamentos e consomem 43% dos gastos do governo federal com medicamentos (aproximadamente R$ 4 bilhões/ano).
Por Fabiane Schmidt, da Agência Saúde/MS

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Padilha, Etienne (OPAS) e Roberto Ojeda, Ministro da Saúde Pública de Cuba visitam USB em Pernambuco


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado da diretora da Organização Pan-Americana de Saúde(Opas), Carissa Etienne, e do ministro de Saúde Pública de Cuba, Roberto Ojeda, visitaram nesta segunda-feira (11) uma unidade de saúde beneficiada com profissional do Programa Mais Médicos no município de Jaboatão dos Guararapes (PE). A Unidade Básica de Saúde da Família Dois Carneiros Baixo I recebeu um dos 13 médicos cubanos que começam a trabalhar no município esta semana pelo programa. As autoridades acompanharam as atividades desenvolvidas pelo médico Nivaldo Rios Serrano junto aos pacientes na unidade. O intuito foi ver de perto o andamento do Mais Médicos, considerado pela Opas uma importante iniciativa para solucionar a falta de profissionais de saúde no país e alcançar a cobertura universal.
“Este é um posto novo, construído com recursos do Ministério da Saúde. Tinha dentista, enfermeiro, agente comunitário de saúde, mas não tinha equipe completa de médicos. Passa agora a ter equipe completa com médicos do Programa Mais Médicos”, disse o ministro Padilha. “Até março de 2014, vamos trazer pelo menos 700 médicos para Pernambuco, e terá um impacto muito importante na saúde do estado. Com o programa, vamos garantir que todo  município do semi-árido pernambucano tenha pelo menos um médico. A presença desse médico em unidades que já foram reformadas pelo ministério dará maior atendimento à população e vai ajudar que outras questões de infraestrutura sejam resolvidas”, declarou Padilha.
A escassez de recursos humanos em Saúde é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema mundial. O tema está sendo debatido entre mais de 30 países esta semana em Recife (PE) no III Forum Global de Recursos Humanos. O evento – que foi aberto neste domingo (10) com a presença dos ministros Padilha e Ojeda e da diretora da Opas, além de outras autoridades internacionais – debate soluções para ampliar o número de profissionais de saúde para alcançar a cobertura universal.
A Opas e o Ministério da Saúde de Cuba são parceiros do governo brasileiro no Programa Mais Médicos. Por meio de um termo firmado entre a organização e o Ministério da Saúde brasileiro, em 21 de agosto, o Brasil está trazendo ao país profissionais cubanos para as vagas que não foram preenchidas por brasileiros e estrangeiros de outras nacionalidades na seleção individual.
O estado de Pernambuco conta com 249 médicos do programa, sendo 53 brasileiros e 196 médicos estrangeiros, em 83 municípios. Atualmente, em todo o país, 3.664 profissionais participam do programa, sendo 819 brasileiros e 2.845 estrangeiros. Esses médicos estão atendendo a população de 1.098 municípios e 19 distritos indígenas, a maioria deles no Norte e Nordeste do país. Com a chegada até 14 de novembro de mais 3 mil médicos cubanos, o programa fechará 2013 com mais de 6.600 profissionais.
Infraestrutura – O Ministério da Saúde já investiu em Pernambuco R$ 117,4 milhões para obras em 824 unidades de saúde e R$ 5 milhões para compra de equipamentos para 166 unidades. Também foram aplicados R$ 24 milhões para construção de 15 UPAs e R$ 101,3 milhões para reforma e construção de 40 hospitais.
Em todo o país, o Governo Federal está investindo, até 2014, R$ 15 bilhões na expansão e na melhoria da rede pública de saúde de todo o Brasil. Deste montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 16 mil unidades básicas. Outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação desses estabelecimentos e saúde, além de R$ 2 bilhões para 14 hospitais universitários
O programa – Lançado em 8 de julho pelo Governo Federal, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país.
Os profissionais do programa recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de instalação pagos pelo Ministério da Saúde. Os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos selecionados. Como definido desde o lançamento, os brasileiros têm prioridade no preenchimento dos postos apontados e as vagas remanescentes são oferecidas aos estrangeiros.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cubanos do Programa Mais Médicos são recepcionados em Petrolina


Na última sexta-feira (01), o secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Saúde de Petrolina (SMS), Tiago Sobreira, foi a Recife para receber e acompanhar os seis médicos intercambistas cubanos - do Programa Mais Médicos para o Brasil- a Petrolina que irão atuar em quatro unidades de saúde da zona rural do município.
 

Os profissionais foram recepcionados no aeroporto pela secretária de Saúde de Petrolina, Lucia Giesta, pela equipe da SMS, pelo tutor da UNIVASF Aristóteles Cardona e por um grupo de estudantes. Nesta acolhida calorosa, cartazes, faixas, flores sinalizavam o carinho com os profissionais que vêm compor a equipe da SMS e cuidar da população na Atenção Básica.


O estudante de Medicina, Felipe Augusto, acredita que profissionais médicos de outros países farão diferença na Atenção Básica dos municípios brasileiros. “A gente veio receber os médicos, pois entendemos que o Brasil e o povo precisam de mais atenção à saúde e, com certeza, estes profissionais vão fazer diferença na nossa região”, declarou Felipe complementando que atitudes racistas e de xenofobia não caracterizam a necessidade do povo.
 


 
“Em nome do prefeito de Petrolina e de toda a equipe da SMS desejo boas vindas aos médicos que passarão a compor nossa equipe de cuidados na Atenção Básica, desta forma ampliaremos mais ainda nossa cobertura de Saúde da Família. Petrolina ‘abraçou’ o programa, pois nosso intuito é expandir o acesso dos usuários aos serviços, e é muito bom contar com novos profissionais com mais de 10 anos de experiência em Residência de Saúde da Família”, afirmou a secretária de Saúde de Petrolina, Lucia Giesta. 
 
Nesta segunda-feira (04) a programação continua com visitas às unidades de saúde, e na terça-feira (05) será realizada uma reunião para apresentação da rede de Saúde do município, às 9h, no auditório da SMS.