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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Teste para aids por fluido oral será ofertado pelo SUS

Um novo teste rápido de aids realizado por fluido oral estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), a partir de março de 2014. O resultado sai em até 30 minutos. A portaria que normatiza a medida foi publicada nesta quarta-feira (18) pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. O novo diagnóstico será ofertado para a população em todas as campanhas do Fique Sabendo, nos serviços do SUS que atendem as populações vulneráveis e nas farmácias da rede pública, a partir do segundo semestre do próximo ano. Testes com essa metodologia, que possuírem registro na Anvisa, também poderão ser vendidos em farmácias da rede privada.

Inicialmente, o teste com fluido oral será utilizado por 40 ONG parceiras do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, que atuam em 21 estados e no Distrito Federal. Terão prioridade ao novo método, durante esta fase inicial - prevista para iniciar em março do próximo ano - as populações prioritárias que apresentam maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV (homens que fazem sexo com homens, gays, profissionais do sexo, travestis, transexuais, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade e em situação de rua).
“Em um segundo momento, o diagnóstico estará disponível para todas as pessoas que quiserem realizá-lo, inclusive como autoexame. A sua grande vantagem é a segurança e a confiabilidade, além de não necessitar de infraestrutura laboratorial”, explica o ministro da Saúde Alexandre Padilha.  
Na apresentação disponível nas farmácias, os testes terão uma bula explicativa com informações detalhada do passo a passo para a sua realização; orientação para procurar serviço de saúde, se der positivo; e o número de telefone disponível para responder dúvidas. “As pessoas que, eventualmente, não se sintam à vontade para ir a um centro de saúde ou num laboratório, poderão fazer o teste com privacidade, em sua própria casa, no horário e da forma que quiserem”, ressaltou o ministro.
O kit para a realização do teste está sendo produzido pelo laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz e contém uma haste coletora descartável (swab) - de uso único - para obtenção de fluido oral; um frasco com solução, no qual é colocada a haste coletora após a obtenção da amostra; um frasco com o tampão de corrida de reação; um suporte plástico de teste, em que é ocorrerá a reação e a revelação do resultado.
Como pré-requisto para fazer o diagnóstico oral, é necessário que, nos 30 minutos antes, a pessoa evite ingerir alimento ou bebida, fume ou inale qualquer substância, escove os dentes e use antisséptico bucal. Também se deve retirar o batom e evitar realizar atividade oral que deixe resíduo. O fluido do teste oral é extraído da gengiva e o começo da mucosa da bochecha com o auxílio da haste coletora. O resultado sai em até 30 minutos. Quando surge uma linha vermelha, significa que não é reagente. Caso apareçam duas linhas vermelhas, indica que naquela amostra há anticorpos anti-HIV, ou seja, o teste é positivo.
MANUAL - A portaria também aprova o novo Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças. O documento complementa os procedimentos para a realização de testes de HIV no país.  “A portaria atualiza a forma técnica de diagnóstico do HIV para  adequarmos aos avanços alcançados nesse campo nos últimos anos. O objetivo é tornar mais fácil a sua interpretação pelos profissionais de saúde”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Segundo o secretário, a principal meta é possibilitar a ampliação da testagem e do acesso mais rápido e eficiente a todos que buscam o diagnóstico. “Isso permitirá aos profissionais e serviços, escolhas adequadas à sua realidade local, de modo a viabilizar o acesso de todos os indivíduos que desejam conhecer seu estado sorológico”, observa Jarbas Barbosa.  
Outra novidade do Manual é a possibilidade de confirmação do diagnóstico rápido de HIV, com um segundo teste, também rápido, que permite a redução do tempo de entrega do resultado ao paciente. Atualmente, a confirmação do diagnóstico de HIV é feita por meio de testes Elisa e Western Blot.
“Anteriormente, quando a pessoa realizava o exame em laboratório, e o Elisa dava positivo, era feito um teste complementar do tipo Western Blot. Com o avanço tecnológico, esse exame ficou ultrapassado. Por essa razão, na nova portaria - quando o teste inicial feito no laboratório der positivo - o teste complementar recomendado a partir de agora é o teste molecular”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita.

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
(61) 3315 3580 e 3315-2005

sábado, 7 de setembro de 2013

MS oferece projetos-padrão de UBS para acelerar obras


Estarão disponíveis para municípios quatro tipos de projetos com indicações estruturais, elétrica e hidráulica. A medida gera economia de tempo e de recursos públicos
O Ministério da Saúde vai oferecer aos gestores projetos de arquitetura padronizados para a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) no país. A medida pretende dar mais agilidade para a conclusão das obras realizadas pelos municípios e garantir a melhoria do acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e das condições de trabalho para os profissionais. Até o próximo ano, serão financiadas pelo ministério cerca de dez mil novas unidades, que fazem parte dos investimentos de infraestrutura previstos no programa Mais Médicos, do governo federal. Os gestores municipais já podem acessar os projetos na página do Departamento de Atenção Básica do ministério (alguns arquivos exigem a instalação do programa AutoCad).
“É mais uma iniciativa inovadora do ministério para reduzir o tempo de execução das obras. Com o projeto padrão, a nova determinação do prazo máximo de 18 meses para conclusão da obra e a exigência da aquisição dos terrenos pelos municípios, as construções serão executadas com mais agilidade para garantir o melhor atendimento à população”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Serão disponibilizadas plantas completas para os quatro portes das UBS: Porte I (uma Equipe de Atenção Básica, no mínimo), Porte II (duas Equipes de Atenção Básica, no mínimo), Porte III (três Equipes de Atenção Básica, no mínimo) e Porte IV (quatro Equipes de Atenção Básica, no mínimo).
Os projetos contemplarão indicações para a parte estrutural, elétrica e hidráulica, além de detalhes como esquadrias, revestimentos e bancadas. Também será disponibilizado o memorial descritivo, que indica os materiais necessários para a construção e as etapas a serem consideradas na execução da obra. Os materiais básicos indicados poderão ser substituídos desde que atendam às especificações mínimas apresentadas no projeto. A proposta de implantação considera um terreno hipotético e deverá ser adequada ao terreno disponível no município.
Os gestores não estão obrigados a utilizar os projetos arquitetônicos disponibilizados no site. “É uma alternativa oferecida ao gestor municipal. Ele pode usar ou não. Mas a adoção do modelo agiliza todo o processo de construção, além de gerar uma economia de tempo e de recursos referentes à contratação do projeto, que variam entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por unidade”, explica o diretor do Departamento de Atenção Básica, Heider Pinto.
O Ministério da Saúde também dobrou o padrão de qualidade das UBS. O tamanho da estrutura também foi ampliado, de 155 metros quadrados para 300 metros quadrados. O novo ambiente contará com consultórios para todos os profissionais, sala de farmácia e sala de observação para atender os usuários nas situações de urgência, entre outros. O ministério também aumentou o valor de financiamento de R$ 200 mil para R$ 408 mil por cada unidade, em março deste ano.
REQUALIFICA– O lançamento dos projetos faz parte do Programa de Requalificação de Unidades Básicas de Saúde (Requalifica UBS), criado em 2011 para estruturar, qualificar e fortalecer a Atenção Básica no Brasil. Até o momento, o Ministério da Saúde já investiu R$ 4,9 bilhões no programa, sendo R$ 3,2 bilhões em 9.279 mil construções, R$ 837,8 milhões em 7,4 mil reformas e R$ 788,8 milhões em 7,5 mil ampliações. Desde então, 4.996 municípios já foram beneficiados. Atualmente, são 39,2 mil UBS em funcionamento em todo o país.
CONTROLE– Para reforçar as ações de acompanhamento dos projetos, o Ministério da Saúde criou, no ano passado, o Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB). A ferramenta, destinada aos gestores, monitora as obras de engenharia e infraestrutura financiadas com recursos federais, tornando-se um instrumento para o gerenciamento de todas as fases da obra. O sistema possibilita comparar o planejamento e a execução de cada Unidade Básica de Saúde, assim como suas fases e etapas, oferecendo uma visão financeira e executiva. O município que não atualizar no sistema as informações por mais de 60 dias consecutivos terá o repasse dos recursos suspenso pelo ministério.

Por Tatiana Alarcon, da Agência Saúde – ASCOM/MS

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

SP: Entidades realizam ato em defesa do Programa Mais Médicos


Evento ocorre nesta quinta-feira (23) na capital paulista, com transmissão ao vivo pela TVLD



Pela construção de um SUS de qualidade, com controle social e acesso universal. É isso que pedem os apoiadores do Ato em defesa do Programa Mais Médicos – que ocorrerá dia 23 de agosto no Sindicato dos Engenheiros, em São Paulo. Mais de vinte entidades, entre associações, sindicatos, partidos políticos e instâncias governamentais aderiram ao movimento.
Lançado há um mês pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS. Neste período, parlamentares do Partido dos Trabalhadores demonstraram seu apoio ao programa, que objetiva contratar médicos para trabalharem nas regiões carentes do Brasil. A contratação de profissionais estrangeiros ocorrerá caso os postos não sejam preenchidos por médicos formados no País.
O evento contará com a presença de parlamentares, representantes das entidades que convocam o ato e transmissão ao vivo pela TVLD.
Serviço
Quando: 23 de setembro
Horário: 18 horas
Local: Sindicato dos Engenheiros de São Paulo – Rua Genebra, 25 - SP
Confira abaixo a convocação
Ato em defesa do Programa Mais Médicos
Pela construção de um SUS de qualidade, com controle social e acesso universal
O Brasil tem como missão constitucional garantir o acesso universal e integral de toda população ao Sistema Único de Saúde.
Com o objetivo de levar atendimento médico às regiões carentes, como os municípios do interior ou e as periferias da grandes cidades em nosso País e para atender à forte demanda social e classista, o Programa Mais Médicos é parte fundamental dessa estratégia.
Vamos fortalecer o controle social sobre essa proposta!
Contamos com sua presença no dia 23 de agosto (sexta-feira), às 18h30, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo – Rua Genebra, 25/SP
MOBILIZE-SE e PARTICIPE!
Convocam este ato
União Estadual dos Estudantes – UEE-SP
Coletivo Graúna de Juventude do PT
Levante Popular da Juventude
Movimento ParaTodos – UNE
Movimento Popular de Saúde
Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo – SINDSAUDE SP
Marcha Mundial de Mulheres
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Secretaria de Mulheres do PT Municipal
Setorial Sindical Nacional do Partido dos Trabalhadores
Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo – SEESP
Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo
Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo
Conselho dos Secretários Municipais de Saúde – COSEMS
Federação Estadual dos Trabalhadores em Seguridade Social-SP – FETTS
Sindsaúde de Guarulhos
Sindsaúde ABC
Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo
Diretório Municipal de São Paulo do Partido dos Trabalhadores
Diretório Estadual de São Paulo do Partido dos Trabalhadores
Secretaria Estadual de Mulheres do PT de São Paulo
(Portal Linha Direta)
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

MINISTÉRIO DA SAÚDE MELA O BOICOTE DOS DRS. COXINHAS!!!! A POPULAÇÃO AGRADECE

O Ministério da Saúde anunciou que quem fizer a inscrição no Mais Médicos terá que declarar na própria inscrição que está se desligando de outros programas, como por exemplo o PROVAB e Residências.

As entidades médicas tinham anunciado a inscrição em massa dos médicos para boicotarem o programa, desistindo deles na segunda fase.

Agora com essa exigência, o boicote deles foi para o ralo. 

É muito descaramento dos médicos boicotarem um programa porque não tiveram formação humanista, não cumprem o juramento de Hipócrates, porque não querem sair dos centros de referência e muito menos atender a população desassistida.

Eles já boicotam os usuários de planos de saúde afirmando que são muito mal remunerados, mas usam os guias médicos dos planos para atraírem os pacientes dizendo que pelo plano só em 6 meses, mas, pagando consulta particular, é na mesma hora o atendimento no consultório.

Então eles boicotam a saúde do brasileiro de todas as formas que podem. Mas, um programa humanista como o Mais Médicos eles não vão conseguir. E sabem porque? Porque temos um médico humanista como Ministro da Saúde.
A luta do Ministro Alexandre Padilha contra o corporativismo dos médicos é quixotesca. Mas, conversando com a população das periferias, explicando o que é o programa Mais Médicos, noto claramente que todos estão com o Ministro. Os médicos estão falando sozinho. Nem a classe dos coxinhas não médicos estão à favor do que eles tem feito ao longo do tempo.

Agora, abaixo vou colocar a matéria do Ministério da Saúde que põe fim à bandalha promovida para o boicote do programa Mais Médicos.


Ministério da Saúde reforça checagem de documentos de inscritos no Mais Médicos

Residentes e participantes do Provab terão de declarar, no ato da inscrição, que desistirão destes programas para participar do Mais Médicos
O Ministério da Saúde vai reforçar a análise da documentação dos médicos no sistema de inscrição do programa Mais Médicos. A partir desta sexta-feira (19), médicos que hoje ocupam vagas de residência e participantes do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) terão de declarar, já no ato da inscrição, estarem dispostos a desistir destes postos para aderir aos Mais Médicos.
“O primeiro interesse que tem que ser atendido é o interesse da população, sobretudo aquela que não tem médicos perto de onde vive e trabalha. Estamos estimulando os médicos brasileiros a participar do programa, mas não queremos ninguém que esteja fazendo qualquer tipo de sabotagem para atrasar um programa que visa oferecer médicos para a população”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Ao homologar sua participação no programa, o médico terá de entregar declaração impressa de seu desligamento da residência médica ou do Provab, emitido pela coordenação dos programas. A medida visa certificar a real intenção dos profissionais a participar do Mais Médicos.

Além disso, médicos que homologarem sua participação do projeto e não comparecerem no início das atividades ou desistirem nos primeiros seis meses serão excluídos do programa e só poderão se inscrever novamente seis meses depois. Os reincidentes ficarão impossibilitados em caráter definitivo de voltar a participar do programa. A inclusão desta regra no edital será publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira.
OUVIDORIA – Para verificar o real interesse dos médicos em participar da iniciativa, a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde entrará em contato com os profissionais que já se inscreveram no programa e que apresentem inconsistência no cadastro.
A medida foi tomada após o Ministério receber uma série de denúncias relatando que grupos têm utilizado as redes sociais para disseminar propostas para inviabilizar e atrasar a implementação da chamada de profissionais. A ideia destes grupos seria gerar um alto número de inscrições formais e, posteriormente, provocar uma desistência em massa, prejudicando os reais interessados na participação da iniciativa.
As novas medidas serão comunicadas aos médicos já inscritos no programa pela Ouvidoria do Ministério da Saúde por telefone ou e-mail. As inscrições para o Mais Médicos seguem abertas até 25 de julho e podem ser feitas pelo site do Ministério da Saúde, www.saude.gov.br.
O programa integra um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde, além da chamada de médicos com foco nas regiões de maior vulnerabilidade social.
A iniciativa prevê ainda a expansão do número de vagas de medicina e de residência e o aprimoramento da formação médica no Brasil.
Os médicos formados no Brasil ou com diplomas validados no país terão prioridade nas vagas do programa. As que não forem preenchidas por estes profissionais serão oferecidas aos estrangeiros inscritos na iniciativa.
Só serão selecionados médicos que atuam em países que tenham mais de 1,8 médicos por mil habitantes, com registro comprovado naquele país e que tenham conhecimento da língua portuguesa. Os participantes serão acompanhados por instituições públicas de ensino.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

MÉDICOS, BEM-VINDOS, NÓS PRECISAMOS DE VOCÊS

É fato que nunca tivemos no Brasil uma política de fixação de médicos. O país está diante de uma grande oportunidade de dar novas prioridades na formação e tratamento dos médicos. Esta foi criada pela energia democrática que veio das ruas que possibilitou à presidenta Dilma propor o Programa Mais Médico,.

A necessidade de fixar médicos no interior das cidades brasileiras é reconhecida de longa data. Tentativas infrutíferas de implantação de política de fixação ocorreram no passado de modo pontual e localizado em vários estados, inclusive no RN. 

A afirmação de que “não se faz saúde sem médicos”, constitui uma percepção manifesta das entidades médicas, cuja ressonância se faz sentir com o novo programa que inclui mais médicos no SUS, com prioridade assegurada para os brasileiros.

O governo já vinha fazendo tentativas para reduzir o déficit de médicos no SUS, com a implantação (setembro de 2011) do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (PROVAB), que não surtiu o efeito desejado. Das 2.867 prefeituras que recorreram ao PROVAB para obter médicos 55% (1.581 prefeituras) não conseguiram estes profissionais para atuarem em suas áreas. Faltam médicos em 10 mil equipes de saúde da família em todo o país. Tal déficit atinge os municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) nos quais a população é mais pobre.

Desde o início do ano de 2013 que centenas de prefeitos – quase a metade dos municípios do país – tiveram um encontro em Brasília com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha no qual cobraram ações para a contratação de médicos estrangeiros. Um abaixo assinado de apoio à contratação dos médicos recebeu a assinatura de 2.500 prefeitos. Este movimento demonstra os vasos comunicantes entre as várias esferas da administração pública, indispensáveis para que projetos de interesse universal e alcance amplo tenham êxito.

Ao lado do insuficiente número de profissionais no sistema de saúde temos como problema a lógica que predomina na formação dos médicos que os aproxima dos interesses do mercado e assim os distancia das necessidades da população. 

A medida emergencial de criação do programa Mais Médicos precisa ser calçada por outras, de natureza estruturante, para criar um novo ciclo no SUS: mais recursos para a saúde pública; reforma do modelo assistencial; valorização das carreiras da área; remuneração compatível; formato de contratação com garantias trabalhistas expressas; serviços com boas instalações, medicamentos, equipamentos e insumos, entre outras, para garantir uma assistência integral à saúde da população.

Os focos de conservadorismo das entidades médicas apontam para a recusa em aceitar a vinda de profissionais estrangeiros e a agregação de dois anos na carreira de medicina com trabalho no SUS (prática semelhante à de países como a Inglaterra, Suécia e França) como contrapartidas sociais dos que têm acesso à formação gratuita (calculada em RS 800.000 per capta). Estas manifestações se inscrevem na mesma lógica de mercado presente na proposta de regulamentação do “Ato médico”, que não pode desrespeitar o exercício das outras profissões, e desconsiderar o impacto direto no acesso dos usuários aos serviços de saúde.

Neste contexto em que, no Brasil e no mundo, as mudanças estão partindo das mobilizações da sociedade (criação de um novo tipo de espaço público), as instituições (não apenas as governamentais) carecem de revisão de suas posturas, concepções e práticas, pautando-se pelo compromisso social sob pena de perda de legitimidade.

Indiscutivelmente o país precisa de mais médicos. Sejam bem-vindos ao trabalho no SUS e à nossa luta por uma saúde de qualidade para todos os brasileiros!!!

Por Themis Xavier de A. Pinheiro - Professora da UFRN
Fonte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/medicos-bem-vindos/255601

terça-feira, 16 de abril de 2013

URGENTE: BRASIL RETOMA PRODUÇÃO DE INSULINA. OS DIABÉTICOS AGRADECEM!


Ministério da Saúde/Fiocruz e BNDES investirão R$ 430 milhões na construção de fábrica em Minas Gerais para a produção do medicamento para diabetes

O Ministério da Saúde, por meio de parceria do laboratório público Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a empresa brasileira Biomm, promoverá a retomada da produção nacional de insulina, medicamento vital para o controle de diabetes. A previsão de investimento é de R$ 430 milhões nos próximos cinco anos – R$ 80 milhões do Ministério da Saúde e Fiocruz, e o restante via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio ocorreu na manhã desta terça-feira (16) em Belo Horizonte, em cerimônia com a presidenta da República, Dilma Rousseff, e os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel.
“Vivemos um momento importante de ressurgimento que muito tem a ver com o momento do Brasil, da forma como olhamos o país. Impossível um país como o Brasil ter a indústria fragilizada. Temos uma grande vantagem: quase 200 milhões de habitantes. Temos de transformar esse mercado em plataforma para o mundo. Consumo e investimento andam de mãos dadas”, ressaltou a presidenta Dilma.
A fábrica da Biomm pode começar a produzir a partir de 2014. A produção nacional de insulina – interrompida em 2001 – representa avanço não apenas na assistência, mas também confere ao Brasil autonomia e reduz a vulnerabilidade do país frente a potenciais crises internacionais de produção. “Hoje, política industrial tem de competir no mercado global com preço, prazo e qualidade. Não é admissível que o Brasil faça substituição de importação. Este é um passo importante: unir área industrial, ciência e tecnologia, e educação para aumentar a produtividade”, acrescentou a presidenta.
Com a retomada da produção, o Brasil volta a fazer parte do seleto grupo de grandes produtores de insulina, ao lado de França, Dinamarca e Estados Unidos. “A retomada só se tornou viável porque o programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, criou um mercado que sustenta a produção. Aumentou cinco vezes o número de pessoas com acesso a medicamentos de graça. Subiu de 15 mil para 25 mil o número de farmácias que ofertam esses medicamentos”, afirmou o ministro Padilha. “Mercado garantido no Brasil, podendo ousar no mercado global”.
ASSISTÊNCIA – Atualmente, há cerca de 10 milhões de diabéticos no país. Desses, 1,1 milhão utilizam a insulina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  Em 2012, o consumo médio de medicamentos antidiabéticos pela rede pública de saúde foi de cerca de 15 milhões de frascos NPH e cerca de 1,7 milhão de frascos de insulina – 1,2 milhão de frascos do tipo NPH e 145 mil frascos da regular. A Biomm produzirá 50% da insulina distribuída no SUS.
“O Brasil está entre o segundo e o quarto mercado do mundo para todo e qualquer produto que se consuma: de grampo de cabelo a avião a jato. Quem tem mercado desses tem obrigação de deter produção de qualidade, com domínio tecnológico. Aqui estamos diante de um exemplo vitorioso”, acrescentou o ministro Fernando Pimentel. O Ministério da Saúde ampliou o acesso dos diabéticos aos medicamentos para diabetes por meio do Saúde Não Tem Preço – ação lançada em 2011 pelo governo federal – que tornou gratuitos os medicamentos para diabetes, além de hipertensão e asma, nas farmácias credenciadas ao programa Farmácia Popular.
Em pouco mais de dois anos, o número de diabéticos atendidos pelo Saúde Não Tem Preço passou de 306 mil (em janeiro de 2011) para 1,5 milhão (em março de 2013). No total, 4,8 milhões de pessoas foram atendidas em dois anos. O programa também contribuiu para reduzir as internações por diabetes. Em 2012, houve 6,6 mil menos pacientes internados do que em 2010 – queda de 148,6 mil para 142 mil.
COMPLEXO DA SAÚDE – A construção de uma fábrica nacional de insulina está inserida na estratégia do governo federal de aumentar a autonomia do país em relação ao mercado externo de medicamentos e equipamentos de Saúde. Na semana passada, o ministro Alexandre Padilha anunciou uma série de medidas para impulsionar a indústria brasileira no setor Saúde. Foram firmadas oito parcerias entre laboratórios públicos e privados para a produção nacional de medicamentos e equipamentos, que vão gerar economia de R$ 354 milhões em cinco anos.
Com os novos acordos, estão em vigor um total de 63 parcerias entre 15 laboratórios públicos e 35 privados para a produção nacional de 61 medicamentos e seisequipamentos. Estima-se que essas parcerias resultem em uma economia anual aproximada de R$ 2,8 bilhões para o Ministério da Saúde. O governo federal também vai disponibilizar R$ 7 bilhões para a concessão de crédito a empresas brasileiras com projetos inovadores no campo da saúde, além da injeção de R$ 1,3 bilhão na infraestrutura de laboratórios públicos.
Na ocasião, também foram assinados acordos de cooperação entre Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e Associação Brasileira de Notas Técnicas (ABNT) para dar celeridade ao processo de concessão de patentes e registro a produtos prioritários para a saúde pública. Com isso, será possível reduzir o déficit do setor, que atualmente está em R$ 10,5 bilhões.

domingo, 14 de abril de 2013

MINISTÉRIO DA SAÚDE MS BATE RECORDE E AUMENTA EM 10 VEZES O FATURAMENTO DA FUNDAÇÃO PARA REMÉDIO POPULAR - FURP

Ministro Padilha salva a FURP!!!

Serão gastos R$220 mi na compra de medicamentos produzidos pelo laboratório. Valor aplicado na fábrica hoje é maior que a soma de uma década

A Fundação para o Remédio Popular (Furp) está envolvida em três das oito novas parcerias entre laboratórios públicos e empresas privadas para o desenvolvimento nacional de produtos de saúde anunciadas nesta quinta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Agora, o laboratório paulistano vai produzir via transferência de tecnologia oito produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde. Com isso, o Ministério da Saúde passa a comprar da Furp R$ 220 milhões em produtos, dez vezes mais que os atuais R$ 20 milhões.
O investimento do Ministério da Saúde na Furp aumentou desde que foi lançado, em 2012, o Programa de Investimento do Complexo Industrial da Saúde (Procis), que prevê a qualificação dos laboratórios públicos. Até o final deste ano, o Ministério vai investir R$ 50 milhões no laboratório – cinco vezes mais do que o total de dos últimos dez anos.
A Furp já participa de dez parcerias com laboratórios privados articuladas pelo Ministério da Saúde para a fabricação nacional de quatro medicamentos e o DIU. Com a assinatura de novas parcerias, passará a produzir mais um medicamento e três produtos médicos  com diferentes parceiros. Em parceria com a EMS / Nortec, vai produzir a Galantamina, contra o mal de Alzheimer. Com a Firstline, vai fabricar espirais de platina, usadas nas cirurgias de aneurisma cerebral. E com a Politec, produzirá três aparelhos auditivos.
INVESTIMENTO – O Programa de Investimento no Complexo Industrial da Saúde (Procis), entre diversas medidas de estímulo à produção pública, aumentou em cinco vezes o orçamento do Ministério da Saúde para a qualificação dos laboratórios públicos nacionais. Em 2012, R$242 milhões foram repassados em 67 projetos voltados à infraestrutura, inovação e qualificação da gestão de 14 laboratórios públicos e 7 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). Esse valor é cinco vezes maior do que a média anual dos últimos 12 anos, que foi de R$ 42 milhões.
Até 2017, o Ministério da Saúde investirá R$ 1,3 bilhão nesses laboratórios. Com estas medidas, a expectativa do governo é reduzir as desigualdades regionais a partir do estímulo ao fortalecimento dos laboratórios em diversas regiões do país. O fortalecimento dos laboratórios públicos é essencial para ampliar as parcerias para o desenvolvimento nacional de produtos, fomentando a capacitação tecnológica e competitividade do país, tornando possível que esses laboratórios adotem as melhores práticas do mercado e ganhem um nível de qualidade e competitividade internacional.

PRODUTO
ANO DA PDP
LABORATÓRIOS
DOENÇA
DIU
2010
FURP
Contraceptivo
DONEPEZILA
2010
FUNED+FURP
Alzheimer
PRAMIPEXOL
2011
FAR+FURP
Mal de Parkinson
ENTACAPONA
2012
IQUEGO+FURP+LIFAL
Mal de Parkinson
EVEROLIMO
2012
BAHIAFARMA+FURP
Imunossupressor (doença renal)
GLATIRÂMER
2012
FURP+LQFEX
Imunoestimulante
GOSSERRELINA
2012
FURP+LQFEX
Análogo do hormônio liberador de gonadotrofina – usado no tratamento do câncer de mama e próstata
LEUPRORRELINA
2012
FURP+LQFEX
Análogo do hormônio liberador de gonadotrofina – usado no tratamento do câncer de mama e próstata
LOPINAVIR  + RITONAVIR
2012
FAR+FURP+IQUEGO
Antirretroviral (HIV/Aids)
MICOFENOLATO DE SÓDIO
2012
BAHIAFARMA+FURP
Imunossupressor
GALANTAMINA
2013
FURP + EMS/Nortec
Alzheimer
APARELHO AUDITIVO
2013
FURP + Politec

ESPIRAL DE PLATINA (COIL)
2013
FURP + Firstline


PAÍS RICO É UM PAÍS SEM POBREZA! BRASIL: UM PAÍS DE TODOS!!!

terça-feira, 2 de abril de 2013

VIVER SEM LIMITE: MS LANÇA CARTILHA INÉDITA PRA DIAGNÓSTICO PRECOCE DO AUTISMO


Rodrigo Perciano, 23 anos, autista

Documento trará indicadores que orientarão profissionais de saúde do SUS a identificar sinais do transtorno em crianças e iniciar mais cedo o acompanhamento
O Ministério da Saúde lança nesta terça-feira (02), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Diretriz de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). A diretriz trará pela primeira vez uma tabela com indicadores do desenvolvimento infantil e sinais de alerta para que médicos do Sistema Único de Saúde possam fazer uma identificação precoce do autismo em crianças de até três anos.
“O tratamento precoce do TEA é muito importante no desenvolvimento da criança que possui autismo. Com isso é mais fácil encaminhá-la para os primeiros atendimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além da tabela, o Ministério irá disponibilizar para os profissionais de saúde instrumentos de uso livre (sem obrigatoriedade do pagamento de direitos autorais) para o rastreamento/triagem de indicadores de desenvolvimento que possam diagnosticar o TEA.
Tratamento - Após o diagnóstico do paciente e a comunicação à família, inicia-se a fase do tratamento e da habilitação/reabilitação nos pontos de atenção da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência. O autismo implica em alterações de linguagem e de sociabilidade que afetam diretamente – com maior ou menor intensidade – grande parte dos casos. O paciente também pode sofrer limitação de suas capacidades funcionais e nas interações sociais, o que demanda cuidados específicos e singulares de acompanhamento médico, habilitação e reabilitação ao longo das diferentes fases da vida.
“A forma de tratamento, respeitando a singularidade e a especificidade de cada paciente, é fundamental para êxito do cuidado à pessoa que sofre de autismo. Essas diretrizes estão trazendo essa possibilidade”, diz o Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.
É exatamente o grau de intensidade do transtorno que irá definir o tratamento dos pacientes. Aqueles com menor intensidade deverão ser tratados nos Centros Especializados de Reabilitação (CER) do SUS. Hoje existem no País 22 CER em construção, 23 em habilitação e 11 convênios de qualificação para que entidades que já funcionam, passem a funcionar como CER.
Já os pacientes com uma intensidade maior do transtorno serão encaminhados para centros específicos que serão habilitados pelo Ministério da Saúde em todo País.
Os investimentos fazem parte do plano Viver Sem Limites, que apenas ano passado investiu R$ 891 milhões na saúde da pessoa com deficiência. Até 2014 a previsão é que o programa tenha investido R$ 1,4 bilhão em três anos.
A diretriz é resultado do esforço conjunto da sociedade civil e do governo brasileiro. Coordenado pelo Ministério da Saúde, um grupo de pesquisadores e especialistas e várias entidades, elaborou o material, oferecendo orientações relativas ao cuidado à saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, no campo da habilitação/reabilitação na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. A diretriz será distribuída em todo Sistema Único de Saúde.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ministro Padilha participa da cerimônia de lançamento da ação Hora Certa para a Mulher, em São Paulo.



Primeira ação do programa foca na Saúde da Mulher e tem como meta reduzir a fila de espera para mamografia e ultrassom transvaginal e de mamas
O prefeito Fernando Haddad anunciou nesta quinta-feira (07) a primeira ação concentrada da rede Hora Certa, que irá realizar 90 mil exames de mamografia, ultrassom transvaginal e de mamas, ao longo de três meses. A fila de espera por estes serviços está entre as maiores no município. A medida foi apresentada durante a cerimônia de lançamento das parcerias do programa “Mulheres em todos os espaços”, realizada nesta manhã na sede da Prefeitura, região central. 
“Nós vamos fazer a fila andar, além ampliar os serviços. Vamos gerenciar melhor os recursos disponíveis para atender mais e melhor a população”, afirmou Haddad. “Nós temos 800 mil pessoas nas filas para exame e cirurgia. Vamos começar atendendo 90 mil mulheres, com  foco nos três exames mais demandados na cidade, muito importantes para a prevenção de doenças”, explicou o prefeito. O objetivo á lançar quinzenalmente ações concentradas nas especialidades com maior demanda.  
Com esta ação concentrada, a Prefeitura irá reduzir em 10% a quantidade de pessoas que aguardam por atendimento em saúde na rede municipal. Os exames serão realizados na rede já existente, em unidades de saúde municipais ou de parceiros. Os investimentos no programa Hora Certa serão realizados em parceria com o Ministério da Saúde. “São Paulo recebe do Ministério da Saúde metade do investido per capita no Rio de Janeiro e um quarto dos investimentos em Belo Horizonte. Então temos espaço para ampliar parcerias com o governo federal”, disse Haddad. 
Nesta manhã, Alexandre Padilha, Ministro da Saúde, anunciou repasse de recursos destinados aos atendimentos de média e alta complexidade. “O ministério dará um aporte de R$ 120 milhões por ano para ajudar o município a contratar exames e cirurgias. Queremos usar toda a rede que existe em São Paulo, fazer mutirões de cirurgias, colocar os serviços  para trabalhar no terceiro turno, nos sábados e domingos, para reduzir o tempo de espera e as filas”, afirmou.  
Durante o evento, Haddad fez também um apelo para que a população auxilie a administração municipal na gestão dos serviços de saúde. “Os usuários podem ajudar e muito a fazer esta fila andar mais rápido. É essencial que o cidadão conscientize-se da importância de deixar na unidade de saúde um contato atualizado. Caso não possa comparecer a um exame ou consulta marcados, é importante avisar o atendente para que outra pessoa possa ser atendida no lugar”, disse. Em novo procedimento, a equipe da Secretaria Municipal de Saúde passou a telefonar para os pacientes para confirmar presença nos procedimentos. 
Além das ações concentradas, a Rede Hora Certa instalará novas unidades, que integrarão clínica de especialidades, centro cirúrgico e de exames por imagem. “Começamos a analisar a ampliação dos laboratórios de especialidades para realizar mais serviços e vamos também instalar novos equipamentos, onde houver mais carência por atendimento”, disse o secretário municipal José de Fillipi Júnior (Saúde). 
Para atrair médicos para as unidades de saúde localizadas em bairros da periferia, o ministro Padilha anunciou ainda o início de um programa de bolsas para os profissionais de saúde. “É uma oportunidade de ter uma bolsa de R$ 8 mil, supervisão de uma universidade e curso de especialização. Caso o médico fique em um bairro mais pobre por um ano, prestando um serviço bem avaliado, ele ganhará 10% a mais de pontos em provas de residência”, explicou.

via: Prefeitura Municipal de SP

quarta-feira, 6 de março de 2013

IMPRENSA DÁ OUTRO CALOTE EM SEUS LEITORES DIZENDO QUE DILMA QUER DESMANTELAR O SUS

A campanha que a mídia faz contra o Governo Federal é vergonhosa. Hoje me deparei com a notícia de que a presidenta Dilma está fazendo a portas fechadas o desmonte do SUS.

Mentira!
O que está ocorrendo é que os mais de 62 milhões de usuários de planos de saúde tinham procedimentos negados pelas operadoras sem nenhuma explicação plausível e quando esta era dada por escrito, usavam termos técnicos que em nada esclareciam.

Quando um usuário solicitar qualquer procedimento, como consultas, exames e cirurgias estas tem um prazo máximo para cumprir, autorizando ou negando tal procedimento e o usuário terá direito de saber o motivo em linguagem que esses possam entender, além de poder solicitar por escrito e o médico assistente da operadora terá 48 horas após o recebimento para fornecer a resposta também por escrito.

As operadoras só podem deixar de autorizar os procedimentos nos casos previstos em lei.
Se não cumprirem o prazo para resposta da negativa por escrito, serão multadas em R$30.000. No caso de negarem cobertura indevida no caso de Urgência e Emergência a multa será de R$100.000. A norma entra em vigor no dia 07.05.2013, após o decurso do prazo de 60 dias da promulgação.

terça-feira, 5 de março de 2013

MÊS DA MULHER: OS EVANGÉLICOS E OS NOSSOS DIREITOS

No mês em que se comemora o o Dia Internacional da Mulher, me deparei com o pronunciamento feito em fevereiro pelo Deputado Federal Roberto de Lucena em seu blog que já de início tem uma citação bíblica, criticando o Protocolo Misoprostol no dia 06.02.2013.


O deputado Roberto de Lucena criticou, da Tribuna da Câmara dos Deputados, a publicação da cartilha “Protocolo Misoprostol”, editada pela Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.  A cartilha dá instruções para o uso do medicamento abortivo misiprostol, mais conhecido pela marca Cytotec, cuja comercialização é proibida no Brasil.
No material apresentado, consta tratar-se de orientação para a utilização de Misoprostol em Obstetrícia, em linguagem técnica, dirigido a profissionais de saúde em serviços especializados, porém a linguagem utilizada no trecho que ensina o método abortivo foge ao padrão técnico comumente usado em documentos médicos, com aparência de dirigir-se a pessoas que já conseguiram ou pretendem conseguir clandestinamente a droga e têm dúvidas de como utilizá-la para realizar o aborto.

Já o Deputado Federal Pastor Marco Feliciano diz que inventou a denominação "cartilha da morte" e completa que  cartilha leva o título “Protocolo Misoprostol” e foi elaborada pelo Grupo de Estudos sobre Aborto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Entidade que afirma não ser uma organização não-governamental e por isso não possuí verbas próprias mas conta com o apoio do Ministério da Saúde. Ou seja, são patrocinados por verbas públicas".

Pior foi ele dizer que  o Ministério da Saúde já havia anunciado em junho de 2012, quando o Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde afirmou através de entrevista que o Ministério estaria preparando uma cartilha para orientar mulheres sobre o uso de medicamentos abortivos. Nessa parte ele falta com a verdade pois o protocolo foi distribuído em fevereiro de 2012.

MENTIRA, o Protocolo Misoprostol foi distribuído pelo Ministério da Saúde indicando para a os profissionais de saúde como e em que casos usar o medicamento, que é  uso exclusivo em ambiente hospitalar para indução de partos e nos casos de abortos legais, aqueles autorizados pela justiça. 
Usando de chavões que temos visto muito por esses parlamentares que se denominam evangélicos, do tipo  “A cartilha contradiz as nossas leis, contradiz a proteção à vida, a defesa dos direitos humanos. A proteção e o respeito ao direito moral à vida do embrião ou feto é dever do Estado, não podendo este de forma alguma incentivar ou orientar o aborto” ,  esses parlamentares fecham os olhos para o que acontece no Brasil há anos.
Mesmo que fosse verdade que o MS tivesse feito uma cartilha para o público em geral, o que não é o caso, estaríamos então num debate filosófico-teológico-político.
Estamos em 2013 e ainda hoje mulheres mortas por abortos mal-sucedidos em clínicas clandestinas e esses religiosos com status de parlamentares querem impor (porque a eles não interessa se as pessoas não compartilham as mesmas ideias deles) os seus ponto de vista a todos os brasileiros. Isso é um afronta às nossas garantias constitucionais, eles não podem usar da tribuna do parlamento para criticar esse ou aquele protocolo em virtude de suas convicções religiosas. 
Eu iria falar somente da cartilha do Cytotec, mas, não posso me calar sobre o problema que é de saúde pública e que muitos se negam a pensar, quanto mais falar ou discutir sobre o assunto, o aborto clandestino, isso é caso de saúde pública e mata muitas mulheres e adolescentes no Brasil.
Imaginem então se o MS resolvesse dar um basta nesse alto índice de mortalidade pós ou durante aborto ilegal feitos por pessoas despreparadas e solenemente ignorada por esses parlamentares. Eles iriam fazer um estardalhaço tão grande que o mundo cairia sobre os ombros do Ministro Alexandre Padilha. 
O que esses parlamentares criticam sem nenhum embasamento, é reflexo dos antolhos que colocaram em si mesmo para que só possam enxergar o que interessa ao seu rebanho.
A mulher tem o direito de dispor de seu corpo, aceitem ou não os religiosos e para tanto necessitam de que os órgãos públicos estejam preparados para isso.
Ao combater o uso do Cytotec para indução do parto, esses parlamentares não pensam nas mulheres, como aconteceu no meu caso, fiquei 14 horas em trabalho de parto, para que no final tivesse que me submeter a uma cesariana que eu não queria, porque minha filha, hoje com 27 anos já estava em estado de sofrimento. E assim há milhares de mulheres que necessitam de indutores de parto. Mas, como eles não são paridores, não sabem o que é isso.
 E no caso de gravidez por estupro, se fosse com a filha deles, agiriam da mesma forma, não recorreriam aos órgãos de saúde para interromper a gravidez, usando o Protocolo Misoprostol (Cytotec)?
E se eu quiser hoje fazer um aborto por não querer mais filhos, sou impedida por esses fundamentalistas religiosos, porque eles sim, podem dispor do meu corpo, dizendo o que posso ou não posso fazer, está tudo errado, quem dispõe do meu corpo sou eu!
Mulheres, no nosso mês, é necessário que se dê um basta na hipocrisia fundamentalista religiosa. Nosso corpo nos pertence e dele temos o direito de dispor como acharmos melhor!

sábado, 2 de março de 2013

FORNECIMENTO DE INSULINA NPH EM SÃO PAULO FOI ENTREGUE NO PRAZO PREVISTO


Noticiaram hoje em alguns veículos da mídia comercial a falta da insulina humana, NPH em São Paulo, na reportagem do Agora UOL disseram que o problema ocorria tanto nas USB quanto nas farmácias conveniadas do programa Aqui tem Farmácia Popular do Ministério da Saúde.
A notícia é notadamente de cunho político, pois a entrega de insulina ao estado de São Paulo está regularizada e mais dentro do prazo previsto, foram entregues 480 mil frascos de insulina NPH no dia 19 de fevereiro. A quantidade é suficiente para suprir a demanda média mensal (450 mil frascos).
No tocante à insulina regular, foram entregues 105 mil frascos em janeiro e fevereiro, quantidade suficiente para atender a demanda de todo o estado de São Paulo no primeiro semestre de 2013.
No que se refere à distribuição dos frascos de insulina, esta é feita aos municípios pela Secretaria Estadual de Saúde.
Na verdade o que ocorreu foi uma redução no fornecimento de insulina NPH no último trimestre de 2012 por problemas com a importação do produto junto à empresa fornecedora do medicamento ao SUS. A entrega foi normalizada este ano. 
Além da oferta gratuita do medicamento em unidades do SUS, os pacientes que necessitam da insulina do tipo NPH também podem obter o produto gratuitamente em farmácias do Programa Farmácia Popular. 

Essas blogueiras lembram também que o Ministério da Saúde anunciou produção de insulina no Brasil informação que consta do texto abaixo, extraído do Blog da Saúde.



A partir deste ano, o Brasil inicia as atividades de produção de cristais de insulina – princípio ativo deste medicamento, utilizado no tratamento de diabetes – por meio do Laboratório Bio Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz. Este acordo também amplia a oferta de insulina aos pacientes assistidos pelo SUS, o Ministério da Saúde adquiriu mais 3,5 milhões de frascos do medicamento, quantitativo que será entregue ao país no próximo mês de abril e poderá chegar a 10 milhões de frascos até dezembro, se necessário.
As medidas estão asseguradas pela parceria entre o Ministério da Saúde e o laboratório ucraniano Indar– um dos três produtores de insulina no mundo, com quem o ministério tem acordo de transferência de tecnologia para a produção nacional do medicamento. A previsão é que em três anos (2016) o Brasil produza Insulina NPH em escala industrial.
“Nosso esforço é para que os pacientes tenham a segurança de receber um medicamento de alta qualidade, produzido aqui no país”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Além disso, queremos reduzir a vulnerabilidade do país no mercado internacional de medicamentos, incentivar a produção nacional de ciência e tecnologia e fortalecer a indústria farmacêutica brasileira”, completa o ministro. Estudos mostram que 7,6 milhões de brasileiros têm diabetes. Destes, cerca de 900 mil dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde para a obtenção de insulina.
Outra Novidade – Para retomar a estratégia de desenvolvimento produtivo e tecnológico na área da saúde, o Ministério da Saúde – por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – estabelecerá uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o laboratório privado Biomm. A empresa brasileira detém tecnologia totalmente nacional e inovadora para a produção de insulina, que foi patenteada em conjunto com a Universidade de Brasília e é reconhecida por países com os EUA e o Canadá, além da Comunidade Europeia.
“Este estímulo do Ministério da Saúde trará de volta, para produzir no país, a antiga líder nacional, que se retirou do mercado farmacêutico brasileiro no começo dos anos 2000”, observa Alexandre Padilha, em referência à Biobrás. “Isto dá mais segurança aos pacientes e ao SUS”, acrescenta o ministro.
“Esta parceria permitirá ao Brasil obter todo o ciclo de produção de insulina, possibilitando que o país conquiste autonomia tecnológica para a consequente eliminação de dificuldades de abastecimento do medicamento e de vulnerabilidade em relação a flutuações de preços no mercado mundial”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. A PDP entre a Fiocruz e a Biomm será submetida ao Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (Gecis), formado por representantes do governo, sob a coordenação do Ministério da Saúde, que também conta com a participação do Fórum Permanente de Articulação com a Sociedade Civil.
Cronograma – Um novo cronograma de entrega de Insulina NPH pelo laboratório Indar e de transferência de tecnologia para a produção nacional do medicamento foi estabelecido a partir da revisão da parceria entre a empresa ucraniana e a Fiocruz. Os ajustes foram respaldados pela Portaria 873, assinada pelo ministro Alexandre Padilha em abril do ano passado, e pela Lei 12.715, do último mês de setembro, que definiram um novo marco regulatório para a aquisição e produção nacional de medicamentos e outros produtos em saúde.
Pelo novo cronograma, o início da produção de cristais de insulina pela Fiocruz já começa este ano. A fábrica de produção dos cristais (princípio ativo do medicamento) estará estruturada em 2014. No ano seguinte, serão realizados os testes, qualificações e ajustes técnicos para a validação das instalações produtivas.
Em 2016, a transferência de tecnologia pelo laboratório Indar à Fiocruz estará concluída para o início da produção de insulina em escala industrial. E, em 2017, o país estará preparado para a fabricação verticalizada (em grande escala) do medicamento. Calcula-se que a parceira entre a Fiocruz e o laboratório Indar resulte em uma economia de R$ 800 milhões para o governo brasileiro (considerando também a redução no preço dos insumos).
PDPs– Atualmente, estão em vigor 55 Parcerias de Desenvolvimento Produtivo para a produção de 47 medicamentos, cinco vacinas, um contraceptivo, um teste rápido e uma pesquisa. A partir destas parcerias – que envolvem 15 laboratórios públicos e 35 privados – a expectativa é que o Ministério da Saúde obtenha uma economia de aproximadamente R$ 940 milhões por ano.
Estão contemplados, nestas PDPs, 21 grupos terapêuticos de medicamentos: antiasmáticos, antiparkinsonianos, antipsicóticos, antirretrovirais, biológicos, distúrbios hormonais, hemoderivado, imunobiológicos, imunoestimulantes, imunossupressores, e oncológicos. Entre as PDPs destacam-se a produção do medicamento oncológico Mesilato de Imatinibe; do antirretroviral Atazanavir; dos biológicos Etanercepte e Rituximabe; vacinas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI); e do antirretroviral de dose combinada (3 em 1 – Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz).
http://www.blog.saude.gov.br/ministerio-da-saude-anuncia-producao-de-insulina-no-brasil/
Foto: Corbis
Por Katia Figueira e Ana Perciano